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Barracão de Candomblé é apedrejado na zona norte e causa revolta nas comunidades de matrizes africanas do Rio de Janeiro

13.06.2o17 00:18

 

Com dois boletins de ocorrência já registrados o Babalorixá Marcio de Baru (um dos caminhos do orixá Xangô), nos conta que procurou a 22ª Delegacia Policial no Bairro da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, para relatar que por diversas vezes durante as sessões que são realizadas às segundas-feiras e as festas de Candomblé  aos sábados, no Ilê Axé Obá Inã, na avenida Brás de Pina, 288 – na Vila da Penha, pessoas não identificadas no prédio vizinho que tem a  entrada na Rua Venina, 270, atiram pedras e  pedregulhos sobre o telhado de  alumínio do barracão, e  isto vem acontecendo constantemente, podendo atingir um dos  fiéis  e acabar em morte. O Babalorixá Marcio foi até ao condomínio e lá o responsável disse  que não poderia fazer nada e o aconselhou a procurar a delegacia. O boletim de ocorrência foi registrado com número 022-03223/2017.

Mesmo com registro na Delegacia o condomínio do prédio não tomou nenhuma providência. O Babalorixá Marcio de Baru retornou a delegacia e registrou uma nova queixa, pois além de pedras, cada vez maiores, também atiram legumes para dentro do Barracão de Candomblé, além de insultos aos fiéis da comunidade. Pai Marcio acredita que as pedras são arremessadas do oitavo e do nono andar do prédio ao lado.

Pai Marcio  além da  denuncia  a Polícia  vai encaminhar o caso para a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro e ao Ceplir – Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.

Muito revoltado Pai Marcio diz que temos que da um basta nisto, temos que reduzir a burocracia e punir na prática; não basta quase terem matado a menina Kaylane de Telekopenso, também na Penha, até quando vamos ter que aguentar tudo isso? diz Pai Marcio.

Fonte: Agen Afro – Yango de Obaluaiyé

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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