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Religiosos se unem em Copacabana pelo fim da intolerância

Eles pediram mais amor e respeito. Grupo pede maior punição contra a violência religiosa.

 

 

Por Bom Dia Rio

18/09/2017 07h05  Atualizado 18/09/2017 07h05

Protesto contra a intolerância religiosa reúne milhares de pessoas no Rio

A orla de Copacabana, Zona sul do Rio, recebeu neste domingo (17) representantes de várias religiões em uma caminhada contra o preconceito. Além de defender a liberdade religiosa as pessoas que participaram do ato pediram punição rigorosa pra quem pratica atos violentos de intolerância.

“A religião tem que servir pra ligar, nos conectar, harmonizar, senão não tem sentido ter religião pra melhorar, não tá melhorando, isso vai depender de nós”, disse Jyun Sho, praticante do budismo.

A Secretaria Estadual de Direitos Humanos do Rio informou que, apenas nos últimos três meses, já foram registradas 32 denúncias de intolerância. Oito desses casos aconteceram em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, região onde foram gravados vídeos mostram ataques a terreiros de umbanda e candomblé e destruição de imagens religiosas. Algumas dessas agressões teriam sido ordenadas por traficantes.

“Nós estamos aqui para exatamente dizer às pessoas que praticam a violência que elas não entendem nada do que seja religião, elas não entendem nada do que seja o cristianismo. A mensagem do Cristo não é essa. É de acolhimento, é de amor”, disse Luci Marina Campos Garcia, pastora luterana.

Na semana passada, líderes religiosos se reuniram com representantes do Ministério Público Federal e pediram que o governo acompanhe mais de perto as investigações de intolerância. Eles também querem que atos deste tipo sejam considerados crime hediondo.

“Cabe ao Estado dar uma resposta sobre isso. Eu vejo que o que está por trás é o fato social em si. Quem é que coloca esse pensamento na cabeça dessas pessoas? Que é o pensamento que está hoje nos conflitos da relação de vizinho, de trabalho, na escola e na família. É um absurdo. E agora, na sua face mais cruel, por pessoas que são instrumentalizadas do ponto de vista religioso por traficantes. Isso é terrorismo puro”, comentou Ivanir dos Santos.

Passeata na orla de Copacabana pede o fim da intolerância religiosa. (Foto: Débora Vieira/ Arquivo pessoal)

 

Extraído do portal de notícias G1 / Rio de Janeiro – RJ
https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/religiosos-se-unem-em-copacabana-pelo-fim-da-intolerancia.ghtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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