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2016 – As previsões do tarô, numerologia, horóscopo chinês, candomblé, runas e astrologia védica

Orixás
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Tarô
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PUBLICADO EM 19/12/15 – 04h00

BÁRBARA FRANÇA

Muita gente viajou para a praia em 2015, trabalhou duro e comprou aquilo que tanto queria. Muita gente foi padrinho de casamento, dançou valsa em bailes de formaturas, tirou foto com a família em batizados e até publicou vários textões no Facebook e outras redes sociais. Enfim, muita gente sobreviveu ao ano que está prestes a terminar e, pode-se dizer, passou por momentos bem triviais. Mas, ao que parece – pelo menos é o que indica a catarse de memes sobre 2015 nas redes sociais –, ninguém chegou ao final dessa etapa ileso.

“Quando este ano acabar, eu vou sentar no sofá e falar ‘rapaaaz’”, escreveu um usuário do Twitter. Teve outro que ficou abismado com a série de acontecimentos: “2015 tá sendo uma espécie de polishop da desgraça em que toda hora tu ouve um E NÃO É SÓ ISSO, E NÃO É APENAS ISSO, E AINDA TEM MAIS ISSO” (vide listas do site Buzzfeed).

Não é por menos. Os últimos 12 meses aqui no Brasil foram marcados por recessão econômica, dólar ultrapassando a barreira dos R$ 4 em setembro, demissões em massa – o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou mais de 1,8 milhão de pessoas desocupadas em novembro último –, crise política culminando em abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e o pior desastre ambiental de todos os tempos no país, ocorrido em Mariana, após o rompimento das barragens de rejeitos de minério da Samarco/Vale/BHP.

 

Lá fora, onda de refugiados, guerras civis, ataques terroristas matando cartunistas e, meses depois, mais de 140 pessoas em Paris – e não só lá. Quando até o padre Fábio de Melo (isso mesmo, um padre!) escreveu em seu perfil na internet que quer passar longe das pessoas que lhe desejaram “feliz 2015” no réveillon do ano passado é que se sabe que, de fato, não foi mesmo fácil para ninguém.

Como na folhinha de 2016 já temos marcado eleições municipais, Olimpíadas no Rio, o desligamento do sinal analógico para as TVs, além do desenrolar dos imbróglios em Brasília e da lama que ainda escorre para o mar, faz sentido tamanha expectativa em imaginar como serão os meses seguintes. Não bastasse, ainda temos as eleições nos Estados Unidos, que pautam as relações internacionais e a discussão sobre xenofobia e guerra ao terror, aumentando a ansiedade.

Para facilitar a vida dos mais curiosos, o Pampulha consultou seis fontes de conhecimento diferentes dos tradicionais horóscopos de revista acerca do futuro próximo no Brasil e no mundo. Já adiantamos, no entanto, que a astrologia védica não vê lá muita diferença no próximo ano e a numerologia aponta para um momento decisivo, de deixar para trás o que não serve mais. Desafio é a palavra das runas, enquanto o horóscopo chinês, o tarô e os orixás aconselham calma, ponderação e sabedoria.

Confira a seguir!

Orixás

Calmaria – A paz de Oxalá e a tranquilidade de Iemanjá vão reger o próximo ano, segundo os búzios jogados pelo tata d’inkisse João Magalhães, da Associação de Umbanda e Candomblé do Estado de Minas Gerais. Considerado o orixá mais respeitado de todos, Oxalá, o Senhor do Pano Branco, é visto como aquele que carrega o mundo em suas mãos. “Não tem ninguém que não goste dele. Oxalá é afável, não gosta de mentira, não gosta de confusão e não lida bem com o sangue”, comenta Magalhães, evidenciando o fato de a regência de Oxalá indicar um período mais calmo. Iemanjá, por sua vez, é a mãe de todos os orixás e aponta para um aspecto mais solidário nos próximos meses. “Os filhos de Iemanjá são aqueles que têm muita capacidade para perdoar as pessoas, embora não se esqueçam muito dos fatos passados e sejam mais desconfiados. Iemanjá lida muito com inteligência, ajuda muito, é bastante forte, mas também é bem tranquila”. Diferentemente de 2015, que foi regido por Ogum, considerado o orixá da guerra, 2016 aparenta ser um ano mais pacífico.

Horóscopo chinês

 

Prudência – Há 4714 anos, o primeiro rei da China, Wong, pediu aos seus ministros que preparassem o calendário da nação. Para isso, usaram as energias chamadas “Tronco Celeste” e “Ramo Terrestre” – a primeira, composta por cinco elementos da natureza, e a segunda, por 12 animais. Assim, cada ano ganha uma combinação binominal e, em 2016, segundo o Mestre I Ming, consultor e professor de Feng Shui, vigoram as energias do fogo e do macaco, figuras associadas ao brilho do sol, de um lado, e à competitividade de outro. “‘O sol brilha para quem é justo’ é uma das expressões que melhor explicam em 2016. Nesse sentido, para alcançarmos nossos objetivos, a atitude a ser tomada deve ser: ‘seja bondoso e humilde ao se comunicar com os outros. Mas recue se for preciso’”, orienta I Ming. Com início em 4 de fevereiro às 17h58, o ano novo chinês, de acordo com ele, terá como atividades mais bem-sucedidas aquelas ligadas aos esportes, às finanças e à segurança. Ramos de liderança e quem lida com atividades não convencionais, além de música e diversão, também poderá se dar bem no tempo do Macaco de Fogo. Conforme o mestre, as cores branco, preto e metálico e tons de amarelo e azul trarão bons fluidos para o próximo ano.

 

Runas

 

Desafio – Criadas há milênios e propagadas pelos vikings, as runas constituem um alfabeto talhado em pedra, também usado como oráculo. No jogo feito por Jacqueline Cordeiro, astróloga e runenal do site Esoteríssima, a pedra que vai reger o mundo em 2016 é a chamada “nied”, relacionada ao elemento “gelo”. “Essa é uma pedra de contenção, de retenção, de redução. É aquele gelo que te impede de se movimentar, que acaba com a colheita, que bloqueia uma estrada. Essa vai ser a energia do mundo em 2016, quando a gente vai ter uma contenção absoluta”, indica Jacqueline. Perguntando ao oráculo sobre o Brasil, a runenal obteve a resposta de que as pedras regentes para o país serão a “ur” e a “algi”. A primeira sugere situações de muita adversidade, a segunda aponta para uma ligação maior com a espiritualidade. “Com a pedra ‘ur’ invertida, imaginamos uma pessoa colocada sozinha na selva. Ela vai ter que enfrentar tudo ali e possivelmente sairá esfolada. É assim que vejo o Brasil no próximo ano. Já a ‘algi’ aponta para menos materialidade e mais fé. É uma pedra de água, também relacionada à preservação da natureza. Tem tudo a ver com a tragédia da cidade de Mariana”, diz.

 

Numerologia

 

Tempo de mudança – Aprendizado, desapego e reflexão são algumas das palavras que melhor vão definir o próximo ano, segundo a numeróloga Aparecida Liberato. Regido pela energia do número nove – resultado de 2+0+1+6, soma que indica o ano universal –, a expectativa é que as pessoas repensem suas trajetórias e virem seus olhos para interesses mais gerais. “Em 2016, encerra-se um ciclo que começou em 2007, então, há uma tendência a olhar para trás e fazer um balanço. Como ao longo dos anos vamos acumulando experiências, quando chegamos ao ano 9, o último do ciclo, tendemos a desapegar de nossos individualismos e sermos mais solidários”, comenta Aparecida. A crise climática e a pobreza no mundo são, para ela, temáticas que, por isso, devem ganham mais atenção. No entanto, segundo a numeróloga Maysa Marin, é importante lembrar que a numerologia não lida com previsões ou comenta algum destino. As leituras são feitas a partir da análise da energia do ano universal articulada ao ano pessoal (soma do último aniversário) de cada um. “O nove propicia a mudança, a transformação daquilo que não serve mais para que o novo possa surgir”. Para saber mais, acesse: numerologiamaysamarin.com.

 

Astrologia Védica

 

Uso da força – Diferentemente da astrologia ocidental ou tropical – que observa a órbita do sol ao redor da Terra –, a astrologia védica ou oriental observa a posição física das constelações no céu. Isso, segundo a astróloga Elaine Estrela, impõe mudanças na posição de algumas casas do zodíaco e também altera a forma de fazer análises para o próximo ano. Em 2016, por exemplo, a ascensão e a queda de um líder aparecem com frequência nas leituras de Elaine, por conta da conjunção de Júpiter com Rahu (o caminho a ser percorrido pelo ser humano) em leão até o próximo agosto. “Temos uma outra conjunção difícil que é Marte com Saturno em Escorpião, dois planetas maléficos, entre fevereiro e setembro, indicando que pode haver recrudescimento do militarismo, aumento da força policial, guerra e desastres naturais, por estar em elemento fogo”, destaca. Durante o período das Olimpíadas, que acontecem em agosto, a força de Marte estará em Escorpião, indicando destaque nos esportes aquáticos. “O judô continuará a trazer medalhas, a ginástica olímpica estará bem e os esportes coletivos”, sugere a astróloga, comentando também uma boa campanha do país nas Paraolimpíadas. Sobre as eleições municipais, ela alerta para um momento muito tenso politicamente. “O ascendente aquário com o trânsito de Marte-Saturno em Escorpião pela casa 10 indica possibilidade de golpe no executivo ou até intervenção militar, mas mesmo assim, acredito que as eleições municipais estão garantidas”.

 

Tarô

 

Autoconhecimento – Para o tarô, é um senhor com uma longa barba branca segurando um cajado e uma lanterna quem vai dar o tom do próximo ano. Isso porque, assim como na numerologia, a soma dos algarismos que compõem o número 2016 resulta em nove, que, no baralho, identifica a carta “O Eremita”. Arcano relacionado ao recolhimento, ao amadurecimento e à busca interior, segundo a taróloga Chris do Tarot, os próximos meses serão de autoconhecimento e quebra de paradigmas. “Nos próximos meses, é sair da casinha, literalmente. Em 2016, podemos esperar estruturas emocionais se romperem e conceitos caindo por terra, impossibilitando-nos de continuar no mesmo lugar confortável que conhecemos. É como se o Eremita se visse obrigado a sair do recolhimento à força”, comenta. Para ela, esse processo de maior exposição do ser, no entanto, pode evidenciar as facetas mais negativas das pessoas. Ao comentar “O Eremita”, o tarólogo Alexandre Cigano, por sua vez, chama a atenção para a “sabedoria”. A virtude, segundo ele, vai guiar a medicina, que deve apresentar muitos avanços em 2016, principalmente no Brasil. Como o arcano aponta para o ato de caminhar sozinho, Cigano também sugere que os tempos vindouros oferecerão cenários muito favoráveis para quem quiser abrir o próprio negócio. Por falar em economia, embora o desemprego não diminua, a recessão deve dar uma trégua.

 

Extraído do suplemento digital Pampulha, do Jornal O Tempo / Belo Horizonte – MG
http://www.otempo.com.br/pampulha/reportagem/como-ser%C3%A1-o-amanh%C3%A3-1.1195334

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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