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2016: banhos e ritos para celebrar o ano de Oxalá e Iemanjá

Publicado em 29/12/2015, às 17h12 | Atualizado em 29/12/2015, às 17h28

Do NE10

No Nordeste, as pessoas usam o azul para celebrar IemanjáFoto: Trocando em Miúdos/Facebook
No Nordeste, as pessoas usam o azul para celebrar IemanjáFoto: Trocando em Miúdos/Facebook

Se depender dos orixás, o ano de 2016 será de paz, saúde, harmonia e muito amor. É que, de acordo com as previsões dos búzios, o primeiro semestre de 2016 será regido por Oxalá – considerado o criador do universo e rei da paz. A partir de julho até dezembro, a rainha do mar e grande protetora da família Iemanjá será a regente.

“Será um ano muito especial porque terá dois grandes orixás que procuram ajudar a todos nos momentos de dificuldade. Para receber sua proteção na virada do ano, as pessoas podem seguir alguns ritos ou homenageá-los usando roupas com as suas cores”, explica o sacerdote de Ubanda e jurameiro, Jorge Arruda.

A cor de Oxalá é o branco – o que já coincide com o que as pessoas costumam usar no Réveillon por simbolizar paz e espiritualidade. Já a cor mais conhecida de Iemanjá é o azul claro. “Aqui no Nordeste, as pessoas geralmente usam o azul para celebrar Iemenjá, mas ela também gosta do verde-claro (que simboliza a fertilidade e longevidade)”, afirma Jorge Arruda.

Para as religiões de matriz africana, Oxalá é o criador do universoFoto: Priscilla Buhr/acervo/JC Imagem
Para as religiões de matriz africana, Oxalá é o criador do universoFoto: Priscilla Buhr/acervo/JC Imagem

Em relação aos ritos para Iemanjá que ajudam a trazer sorte para o próximo ano, o religioso recomenda que sejam feitos à meia-noite. “Iemanjá adora alfazema. Quem puder se banhar e despejar um pouco no mar na virada do ano, a deixará contente. Outra tradição é presenteá-la com um pouco de cidra”, orienta Jorge Arruda, lembrando que os vasilhames e garrafas não devem ser deixados na praia.

Para que os caminhos sejam abertos em 2016, outra tradição em homenagem a Iemanjá é pular as ondas do mar nos primeiros minutos do ano novo.  “Essa é uma tradição africana. Muita gente prefere pular sete ondas porque esse é um número cabalístico, representado por Exu, filho de Iemanjá. Os sete pulos trazem sorte no futuro”, explica o religioso.

O arroz deve ser colocado na água e deixado no serenoFoto: Isabela Valle/JC Imagem
O arroz deve ser colocado na água e deixado no sereno. Foto: Isabela Valle/JC Imagem

 

BANHOS PARA OXALÁ – Em relação aos ritos para reverenciar Oxalá, o religioso recomenda banhos com água de arroz, de folha de colônia ou de cravo da índia, que devem ser feitos na sexta-feira (31), no início do dia ou a poucas horas da virada do ano. “O arroz representa a pureza, a tranquilidade e a cura do corpo. A folha de colônia também ajuda a curar doenças e a resolver atrapalhos. O cravo atrai boas energias”, explica Jairo.

Os banhos devem ser tomados separadamente, um após o outro. Também não é necessário tomar os três banhos.  “A pessoa pode optar em fazer apenas um ou quantos banhos preferir, mas vale lembrar que após se banhar com as infusões, não se deve usar xampu ou sabonete. De preferência, durante o banho, a pessoa deve estar ajoelhada, em reverência a Oxalá”, orienta o sacerdote.

Foto: Clemilson Campos/arquivo/JC Imagem Pular sete ondas após a virada do ano é uma tradição africana
Foto: Clemilson Campos/arquivo/JC Imagem
Pular sete ondas após a virada do ano é uma tradição africana

Para fazer as infusões, as iguarias devem ser colocadas em vasilhames separados com água e deixados no sereno da noite da quarta-feira (30) até a manhã da quinta-feira (31). A quantidade das iguarias deixadas imersas na água também segue o número cabalístico sete. Para a água de arroz, são necessários sete punhados do grão. Para a infusão com cravo, devem ser colocadas sete sementes. E para a água de colônia, sete folhas de colônia.

 

Extraído do site NE10, do Sistema do Jornal do Commercio / Recife – PE

http://entretenimento.ne10.uol.com.br/comportamento/noticia/2015/12/29/2016-banhos-e-ritos-para-celebrar-o-ano-de-oxala-e-iemanja-588885.php

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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