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A bebida alcoólica e o Candomblé.

 

EscadadeSelaron

Publicado por Thyago Siqueira de Carvalho em 9 agosto 2011 às 1:38 em Tópicos de temas diversos

 

Olá, meus irmãos queridos!

 

Minha primeira fala neste tópico refletirá na verdade uma indignação…

 

Sabemos que os atabaques são sacralizados, que eles comem, recebem obrigações, o que os tornam instrumentos que convidam o orixá e possibilitam o transe. Será que diante disso é correto que os nossos pais ogans toquem neles após terem ingerido bebidas alcoólicas?

A resposta mais sensata evidentemente é negativa… se o uso do álcool fosse irrelevante seria permitido pelo orixá que o ingerisse nos preceitos. Além disso, essa é uma substância inebriante, que pode fazer com que se perca o controle, é um elemento que tem uma atração fluídica prejudicial.

Quando você vai ao encontro de alguém importante costuma ingerir álcool? Quando estamos em uma festa de candomblé estamos ali para ver a chegada, a permanência e a partida do orixá nos momentos de transe – será que tais presenças não merecem o respeito que acredito lhes ser devido?

Em outro tópico desta rede falava-se em tabus e a conversa se enveredou para a responsabilidade que todos temos para com a imagem social de nossa religião. Entender que o sagrado nada tem a ver com o profano, respeitar esse limite é um grande testemunho.

Hoje, infelizmente, muitas pessoas quando convidadas para um candomblé perguntam: terá cerveja? Eis aí a preocupação de muitos!

Certa vez indaguei um zelador sobre essa mesma questão, a resposta foi: “se o otin é usado até na bobagem do orixá, porque eu não posso beber no candomblé?” CADA UM ESCOLHE O SUBTERFÚGIO QUE MAIS LHE CONVÉM PARA QUE NÃO TENHA DE SAIR DE UMA ZONA DE CONFORTO…
Permitir em nossas casas o uso do álcool nas ocasiões festivas, para mim soa como permitir que o egbé virasse ponto de encontro e azaração. Esse é um paralelo claro, porque santo como já diz o nome é santo, impuros somos nós, mas não precisamos usar dessa impureza quando estamos em qualquer tipo de contato com o sagrado.

 

Esse é o meu ponto de vista acerca deste assunto… reflitam, ponderem…não há como exigir respeito dos de fora quando não há exemplo vindo  dos de dentro.

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Extraído do Blog Rede AfroBrasileira

http://redeafrobrasileira.com.br/forum/topic/show?id=2526150%3ATopic%3A161711&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

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About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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