Breaking News

A festa para Iemanjá na Urca

POR ADALBERTO NETO

01/01/2017 12:35

Martinho da Vila | Marcos Ramos
Martinho da Vila | Marcos Ramos

‘Estamos ainda nos prolegômenos, mas fique à vontade…”. Com essa recepção de Ricardo Cravo Albin, um dos candidatos à vaga de Ivo Pitanguy na ABL, deu para perceber que o coquetel de pré-réveillon que o pesquisador musical promoveu na Urca, seria um evento com palavras e convidados muito bem escolhidos. Parece formal? Não foi. A noite estava uma delícia.

A festa, que acontece pelo sétimo ano seguido, termina com o pessoal levando um barquinho de madeira para a praia, com oferendas e pedidos para Iemanjá. Na miniembarcação estava escrito “Michele ma belle”, uma homenagem à libanesa radicada no Brasil Michèle Sursock Corrêa da Costa, viúva do embaixador Sérgio Corrêa da Costa, que morreu em 2005, vítima de um câncer.

Ricardo Cravo Albin e Michèle Sursock Corrêa da Costa | Marcos Ramos
Ricardo Cravo Albin e Michèle Sursock Corrêa da Costa | Marcos Ramos

Dentro do instituto, entre vitrolas e LPs que ajudam a contar a história musical do país, Chico Caruso chegou a subir numa cadeira para desentortar um dos quadros na parede. “Não consigo ver quadro torto e ficar parado, me dá nervoso”, contou. Martinho da Vila também estava lá e fez um apelo ao pessoal que ia botar pedidos no barquinho: “Acho que não só o meu, mas o de todo mundo devia ser coletivo, nada individualizado na hora de pedir”, disse.

Chico Caruso | Marcos Ramos
Chico Caruso | Marcos Ramos

Às 23h45, o barco foi encaminhado ao mar. Por causa da correnteza, ele ainda ameaçou voltar para a areia — foi aí que que Michèle, a embaixatriz homenageada, andou até onde dava pé e corrigiu seu rumo, sob aplausos do pessoal.

 

Extraído do blog Gente Boa do Jornal O Globo / Rio de Janeiro – RJ
http://blogs.oglobo.globo.com/gente-boa/post/festa-para-iemanja-na-urca.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *