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A história da antropóloga francesa que virou mãe de santo

Escritora Gisele Cossard Binon encontrou o candomblé na década de 1960 e montou seu próprio terreno na década de 1970 na Baixada Fluminense; morreu na última sexta-feira, no Rio

Redação26/01/2016 14:06

A antropóloga francesa Gisele Cossard Binon ficou conhecida na Baixada como Mãe gisele de Iemanjá – Foto: Divulgação/Governo do Rio
A antropóloga francesa Gisele Cossard Binon ficou conhecida na Baixada como Mãe gisele de Iemanjá – Foto: Divulgação/Governo do Rio

A francesa Gisele Cossard Binon era se identificava como escritora e antropóloga quando, em 1960, participou de uma festa para Iansã no terreiro de Joãozinho de Gomeia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ela simplesmente foi ao chão, sem domínio de si mesma. “Quando acordei, já não era mais a embaixatriz”, lembrou ela em reportagem da Folha de S.Paulo em 2012. Agora era Mãe Gisele de Iemanjá, ou Omindarewá, que significa água bonita.

Mãe Gisele voltou para a França em 1963, onde fez doutorado na Sorbonee sobre o candomblé. Retornou ao Brasil em 1972, um ano antes de montar seu próprio terreiro nos fundos de sua casa, em Santa Cruz da Serra, também na Baixada.

A história tão brasileira desta francesa encerrou-se na última sexta-feira (22), quando morreu aos 92 vítima de um câncer de intestino. Deixou dois filhos biológicos e 300 filhos de santo.

Link curto: http://brasileiros.com.br/mpgEP

 

 

Extraído da versão digital da Revista Brasileiros / São Paulo – SP
http://brasileiros.com.br/2016/01/historia-da-antropologa-francesa-que-virou-mae-de-santo/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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