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A influência negra nos destinos turísticos brasileiros

Cultura negra se manifesta na linguagem, nos ritmos, culinária, crenças e costumes que realçam a diversidade do Brasil

A cultura afro é uma das bases das tradições brasileiras e está presente na maioria dos atrativos e destinos turísticos do país, como igrejas construídas pelos escravos, museus e centros culturais. Entre os estados mais influenciados pela cultura africana estão Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Tanto que capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador criaram até roteiros turísticos que resgatam a história dos afrodescendentes por meio do incentivo à visitação de atrativos turísticos com referência a esta vasta cultura.

Para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra no domingo (20), a Agência de Notícias do Turismo fez um passeio por alguns destinos influenciados pela cultura negra. O dia é uma homenagem à data de morte de Zumbi dos Palmares, descendente de angolanos e principal representante da resistência negra à escravidão, que nasceu em Alagoas (1655). Aliás, você sabia que o nome Zumbi significa a força do espírito presente.

Foto: Divulgação / Ministério do TurismoParque Memorial Zumbi dos Palmares
Foto: Divulgação / Ministério do TurismoParque Memorial Zumbi dos Palmares

União dos Palmares – Alagoas

A Serra da Barriga, em União dos Palmares, abrigou o maior quilombo brasileiro, liderado por Zumbi dos Palmares, principal representante da resistência negra à escravidão. O Quilombo dos Palmares foi uma comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas que chegou a ter uma população local de 30 mil pessoas, agrupadas em 11 povoados.

Atualmente, o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é um atrativo turístico. O local recria o ambiente da antiga República dos Palmares e berço da resistência negra. Desde 1986, o Quilombo dos Palmares foi inscrito no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Histórico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), vinculado ao Ministério da Cultura.

Além do quilombo, o IPHAN tem sob sua proteção, oito terreiros de candomblé, contribuindo para o fortalecimento e resgate das manifestações culturais do povo negro no Brasil. Já a capoeira está entre as manifestações culturais brasileiras reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Rio de Janeiro

Pelo Cais do Valongo, principal porta de entrada de escravos das Américas, situado no Rio de Janeiro, entraram aproximadamente um milhão de negros escravizados, nos mais de três séculos de duração do regime escravagista. O Circuito Histórico e Arqueológico da Herança Africana no Rio de Janeiro inclui seis atrativos nos bairros de Santo Cristo, Saúde e Gamboa. Além das ruínas do Valongo, a nova zona portuária carioca, batizada de Porto Maravilha, inclui, ainda, entre outros atrativos o Boulevard Olímpico, museus e o Oceanário AquaRio. Os roteiros também incluem aulas de percussão, capoeira e samba.

Salvador – Bahia

A capital da Bahia é a cidade com maior população negra fora da África. Cerca de 80% da população é de origem afro-descendente. O Museu Afro Brasileiro, localizado no Pelourinho, mostra a história da colonização e imigração africana O bairro é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO e guarda vestígios da época em que a cidade foi a 1ª capital da colônia.

A culinária baiana é a mais conhecida do Brasil. Os pratos de origens africanas têm tempero forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre e pimenta, entre eles, acarajé, abará, caruru e vatapá. A típica feijoada brasileira, também teve origem nas senzalas. O turismo é uma das principais atividades econômicas da Bahia, onde o visitante tem a possibilidade de vivenciar a cultura de raiz negra nas mais belas manifestações e no cotidiano da vida local.

 

 

Extraído do site do Jornal O Liberal ;/ Americana – SP
http://liberal.com.br/mais/revista-l/influencia-negra-nos-destinos-turisticos-brasileiros-479916/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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