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A luta da FENACAB pelo respeito aos Cultos Afro Brasileiros

July 19, 2017

 

Paulo de Oxalá

 

 

Em 1946, havia muita repressão aos cultos afros, mas isso não impediu que o destemido Justiniano Emiliano de Souza fundasse a Federação Baiana de Culto Afro Brasileiro (Fecab). Seu vice da época foi Jorge Manoel da Rocha que em 1949 assumiu a presidência.  

Os tempos foram difíceis, por isso só em 1974 o Ogan Antônio Monteiro assumiu a direção da Instituição. Sob sua gestão como presidente, foram registrados importantes terreiros de Candomblé da Bahia como: Casa Branca do Engenho Velho, Opô Afonjá, Gantóis, Casa de Oxumarê, Bate-Folha, Beiru, Alaketu, Tombenci e Tumba Junsara. 

Antônio Agnelo dirigiu a instituição de 1977 até 1980, quando assume Luis Sérgio Barbosa que revezou a presidência com José Metério de Santana (Seu Benzinho) até o ano de 2000, quando assumiu Aristides Mascarenhas, o atual presidente. Aristides é Babalorixá e é conhecido como Pai Ari D’ Ajagunã.

Em 2001, Pai Aristides conseguiu para Dona Benedita de Oxum, Yá Ditinha, a aposentadoria. Foi um marco, pois ela foi a primeira Yalorixá a se aposentar como Candomblecista. Ainda em 2001, realizou-se uma assembleia para mudança da denominação de Federação Baiana de Culto Afro Brasileiro (Febacab) para Federação Nacional de Culto Afro Brasileiro (Fenacab).

Em 2002 foi criado o Código de Ética da Resolução da Religião Afro Brasileira, e no Rio de Janeiro foi eleito como representante regional o Babalorixá Marcos Penna D’Obaluaiyê.

Atualmente a Fenacab tem 5.440 casas filiadas a nível nacional e internacional, com coordenações municipais no Estado da Bahia em: Salvador, Itaparica, Alagoinhas, Simões Filho, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Candeias e São Felix. Há também nos seguintes estados: Amazonas, Amapá, Maranhão, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Conta ainda com coordenações internacionais em Portugal, Argentina e Suíça.

E os empreendimentos não pararam, pois foi inaugurada no domingo, 18 de dezembro de 2016, a Fenacab Sudeste, com sede no Rio de Janeiro.

Pai Aristides ressalta que a inauguração da Fenacab Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo), fortalece os laços entre a Bahia e o Rio de janeiro e aproxima as casas de culto desta região. “A nossa luta é pela nossa religião e sua liberdade de culto em todos os lugares que possível for estar presente!”.

Sonia Alvim, Coordenadora da Fenacab Sudeste ressalta também a ligação religiosa da Bahia e do Rio de Janeiro.  “É muito importante a atuação da Fenacab no trabalho de reforçar nossa religiosidade em todas as partes, em particular, interligando Bahia e Rio de janeiro, berços da cultura afro-brasileira!”.

Quero parabenizar Sonia Alvim, nossa Mãe Sonia de Xangô, por todo o empenho em prol dos cultos afros-brasileiros em nossa Região!

Axé!

 

 

Extraído do blog do colunista e Babalorixá Paulo de Oxalá / Rio de Janeiro – RJ
https://www.paulodeoxala.com.br/single-post/2017/07/19/A-luta-da-FENACAB-pelo-respeito-aos-Cultos-Afro-Brasileiros

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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