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Abí axé agbé forma professores de cultura afro no sertão

Evento vai promover debates, exibir documentário e apresentar espetáculo cultural

04/04/2016 10h43

 

Projeto é coordenado por professor de História da Ufal

Suely Silva – jornalista colaboradora

previewO projeto de extensão acadêmica Abí axé egbé: músicas e danças afro-brasileiras construindo a cidadania no sertão alagoano, organiza o 1º Ciclo de Formação Docente do Abí Axé Egbé no campus da Ufal em Delmiro Gouveia. O evento será realizado nos dias 13 e 14 de abril, às 19h na sede do Campus do Sertão.

Em sua terceira edição, o projeto é coordenado pelo professor Gustavo Gomes que também é o coordenador do curso de História, e formou um grupo artístico composto por estudantes, professores, pesquisadores e trabalhadores da sociedade civil que luta contra a intolerância religiosa e contra o racismo.

O Grupo de Cultura Negra do Sertão: Abí Axé Egbé (expressão do idioma africano Yorubá), promove o evento de formação científica com pesquisadores renomados da cultura africana e afro-brasileira. Os participantes poderão assistir a estreia do documentário Abi axé egbé: nasce a força da comunidade, dirigido por Ellen Cirilo e Krystila Costa, participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica à Docência (Pibid) do curso de História.

No documentário estão registrados as experiências e os sentidos estéticos vivenciados pelo grupo e por todos aqueles que conhecem a sua atuação. Na programação haverá ainda, mesas redondas e a estreia do espetáculo de dança e música Mundo negro, dirigido pelo coordenador Gustavo Gomes, no qual será possível apreciar figurinos especiais, músicas, danças tribais, coreografias e uma verdadeira festa interativa com o público.

O evento tem entre seus objetivos promover a formação continuada de docentes sobre história da África e cultura afro-brasileira no sertão; realizar apresentações artístico-culturais no sertão; divulgar valores éticos e estéticos de origem negra e arrecadar dinheiro para a compra e manutenção de materiais artísticos para o grupo.

Todo o espetáculo visa mostrar ao público um mundo negro belo e sensível que respeita a ancestralidade, que investe em causas políticas da população afro-brasileira, a luta contra o racismo e a intolerância religiosa.

Para ter direito ao certificado de 20 horas/aulas o participante deverá fazer sua inscrição na própria Ufal, no valor de R$ 10. E aqueles que quiserem apenas assistir aos documentário e espetáculo a entrada é franca para o grande público.

 

brasao

Extraído do portal da UFAL – Universidade Federal de Alagoas / Maceió – AL
http://www.ufal.edu.br/noticias/2016/4/abi-axe-agbe-forma-professores-de-cultura-afro-no-sertao

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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