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Acusado por Cerveró, Gabrielli diz que está ‘protegido pelos orixás’

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Pedro Ladeira/Folhapress   O ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, em depoimento à CPI da Petrobras, no ano passado

08/01/2016  19h19 – Atualizado em 09/01/2016 às 20h06 CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

 

O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli negou, nesta sexta-feira (8), que tenha participado de esquema de desvio de recursos da estatal em benefício das campanhas do hoje ministro Jaques Wagner (Casa Civil) ao governo da Bahia.

Para provar seu distanciamento da administração pública e da política, Gabrielli disse estar, neste momento, no “glorioso Pelourinho”, em Salvador.

“Sou um cidadão aposentado da universidade. Tenho quatro anos fora da Petrobras. Estou no glorioso Pelourinho, vivendo as energias dos orixás baianos e não tenho como escapar das acusações”, queixou-se.

Ao responder se seria necessário apelar por maior proteção divina, Gabrielli disse: “Estou protegido pelos orixás. Certamente já estou protegido”.

Ele disse, porém, que a ausência de provas contra ele não se deve aos orixás, mas à sua inocência: “Não tem nada que chegue a mim. Não tem nada contra mim. Só tem disse-me-disse”.

DELAÇÃO

Em sua delação, o ex-diretor da Petrobras Nestor Ceveró disse que “houve um grande aporte de recursos para o candidato Jaques Wagner, dirigido por Gabrielli”.

Wagner foi eleito ao governo da Bahia em 2006 e reeleito em 2010.

Gabrielli havia decidido transferir para a Bahia o setor financeiro da estatal e, para isso, foi construído um prédio em Salvador, de acordo com o relato de Cerveró.

“Foi construído o prédio para a área financeira da Petrobras, onde também houve propina para a eleição”, diz Cerveró no depoimento feito à Procuradoria antes de fechar seu acordo de delação.

O prédio foi erguido em contrato de locação firmado em 2010 entre a Petrobras e o Petros, o fundo de pensão dos funcionários da estatal.

Gabrielli alega que a eleição de Wagner foi anterior à transferência. Ele afirma ainda que essa operação “nunca foi de responsabilidade do presidente da Petrobras”.

Segundo ele, a denúncia “é incoerente do ponto de vista da lógica”. “É juntar informações disparatadas para tentar construir um discurso absolutamente fantasioso”, reagiu.

Em nota, o Petros, fundo de pensão dos funcionários da estatal, afirmou que a construção do prédio da Petrobras em Salvador, a Torre de Pituba, começou e teve seu primeiro aporte de recursos em 2011. “Portanto bem depois do período citado nas denúncias”, escreveu. “Não houve qualquer aporte anterior a essa data.”

 

Extraído do site do Jornal Folha de São Paulo / São Paulo – SP
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/01/1727607-acusado-por-cervero-gabrielli-diz-que-esta-protegido-pelos-orixas.shtml

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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