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Acusados de matar criança em Sumé passam por primeira audiência na PB

Mãe, padrasto, amigo e suposto pai de santo vão ser ouvidos. 
Menino de 5 anos foi morto e teve partes do corpo mutilados

Do G1 PB

18/05/2016 08h31 – Atualizado em 18/05/2016 17h56

 

Está prevista para começar às 9h desta quarta-feira (18) a primeira audiência de instrução dos quatro acusados de participação do assassinado do menino Éverton Siqueira, de 5 anos, encontrado morto em outubro de 2015, na cidade de Sumé, no Cariri paraibano. A audiência foi marcada pela juíza Michelini Jatobá e vai acontecer no Fórum Desembargador Arquimedes Souto Maior Filho, na cidade onde o crime aconteceu.

Menino foi visto pela última vez com vizinho, na cidade de Sumé (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Menino foi visto pela última vez com vizinho, na
cidade de Sumé (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Éverton foi achado morto em um matagal no dia 13 de outubro 2015 com incisões e partes do corpo mutiladas. Segundo o inquérito da Polícia Civil, ele foi assassinado durante um ritual na madrugada do dia 11 de outubro próximo a um boqueirão na zona rural.

O Ministério Público da Paraíba  (MPPB) denunciou a mãe da vítima, o padrasto, um amigo da família e o outro homem que teria se apresentado como pai de santo.

Eles respondem o processo de homicídio por motivo torpe, crime cruel praticado mediante tortura, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação e destruição de cadáver, humilhação a cadáver e associação criminosa. O promotor do caso é Pedro Alves da Nóbrega

Após serem presos pela Polícia Civil, a mãe, padastro e o amigo da família do menino foram transferidos para presídios da capital João Pessoa. Já o suposto pai de santo está em um presídio de  Catolé do Rocha, no Sertão paraibano. Ele também estava em João Pessoa, mas foi transferido.

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Mais crimes
O padrasto da criança que está preso é suspeito de outros crimes, segundo a polícia. Ele teria cometido um latrocínio no ano de 2007 na cidade de Rio Tinto e depois fugiu da cadeia pública do município. Anos depois morou em Areia, no Brejo paraibano, e também é suspeito de agredir uma ex-companheira.

Depoimento da mãe
mãe da criança prestou depoimento à polícia no dia 16 de outubro e teria assumido que presenciou a morte do menino. Segundo a polícia, a mãe teria confessado a participação no assassinato durante depoimento dado depois que soube da confissão de um outro suspeito do crime. Ela ainda teria admitido que a irmã da criança, que tem sete anos de idade, também seria morta.

Ainda segundo a polícia, a mãe contou que os suspeitos riram durante a ação. Ela teria falado também que o menino ‘ciscava’ enquanto era esfaqueado. “Um homem o agarrou pelas costas e o padastro o golpeou de faca”, disse em depoimento.

Sangue da criança
Segundo o delegado Paulo Ênio, “durante o depoimento, a mãe afirmou que suspeitava que o sangue do menino iria ser oferecido e não bebido”.

“Este homem que confessou tudo, o padrasto, a mãe e o vizinho que está preso pegaram a criança e levaram ela até um riacho, onde fizeram todo o ritual de sacrifício. O menino foi banhado e, usando uma faca de seis polegadas, o padrasto abriu o tórax da criança. O que leva a crer que foi um ritual de magia negra é que o pênis da vítima foi decepado”, explicou o delegado Paulo Ênio.

Morto era inocente
O delegado ainda esclareceu que um homem com problemas mentais, que era apontado como um dos suspeitos, não tinha envolvimento com o caso e era inocente. Ele foi preso e morto dentro do presídio pelo padrasto do menino.

“O padrasto mentiu em seu depoimento quando disse que viu o deficiente mental próximo ao corpo da criança no matagal. O padrasto queria colocar a culpa neste homem, mas quando viu que a versão deles estava caindo por terra, resolveu estrangular ele dentro da cela”, contou.

Criança foi encontrada morta em matagal com o corpo mutilado (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Criança foi encontrada morta em matagal com o corpo mutilado (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Paraíba e Região
http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/05/acusados-de-matar-crianca-em-sume-passam-por-primeira-audiencia-na-pb.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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