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Agosto, mês com as vibrações de Ọmọlu, Ọbalúwáiye e Òṣùmàré

 

August 1, 2017

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Paulo de Oxalá

 

 

Agosto é um mês muito importante para os cultos afro-brasileiros. Mês em que reverenciamos os Orixás Ọmọlu, Ọbalúwáiye e Òṣùmàré.

 

Cada terreiro de Candomblé, conforme sua etnia, realiza um ritual específico para essas divindades. Na Nação Ketu é feito o ritual do Olúbájẹ. Na Nação Jeje, o Ande e na Nação de Angola, a Kukuana.

 

Ọmọlu, também denominado de Ọbalúwáiye na sua forma mais nova, é o dono da terra e dominador de todas as doenças. Ele é representado pelos números 7 do Odù òdí, e 13 do Odù Èjì Ọlọ́gbọn. Em comum esses Odù (Odus) têm pelo lado positivo, sabedoria e evolução espiritual. Pelo lado negativo, os dois indicam muitas aflições e calúnias.

 

O uso de roupas brancas é fundamental para os direcionados por esses Odù, pois evita a guerra e traz proteção espiritual.

 

Para os yorubás Òṣùmàré é o arco-íris e é representado pela serpente sagrada. Dirige as forças que produzem todos os movimentos no Àiyé (mundo).  Seu número é o 14 do Odù Ìká que, pelo lado positivo, representa vitórias e conquistas. No lado negativo, representa perseguições e agressões.  

 

Ritual do Olúbájẹ:

OLÚ = Senhor, GBÁJẸ= Vem comer com todos nós (O Senhor vem comer com todos nós).

 

É uma cerimônia onde todos comem juntos com os Orixás, e ao mesmo tempo descarregam as suas negatividades, ou seja, o Olúbájẹ é um grande DESCARREGO.

 

Todas as casas de Candomblé fazem o Olúbájẹ de alguma forma.

 

 

Cantiga de Olúbájẹ:

A’é a jẹ mbọ́       (Vamos todos comer e reverenciar)

Olúbájẹ               (O Senhor come conosco)

A jẹ mbọ́             (Nós comemos e o reverenciamos)

 

 

Dicas de Proteção:

Um pedaço de palha da costa na carteira ou na bolsa ou amarre atrás da porta de entrada da casa e peça a Ọmọlu, Ọbalúwáiye para impedir que doenças e desavenças atinjam a sua família. 

 

Manter um Ṣàṣàrà (Xaxará) em miniatura na gaveta do seu trabalho, escondido debaixo de um pano branco. O Xaxará representa a força do Orixá Ọmọlu, Ọbalúwáiye, cuja finalidade principal é proteger as pessoas que o usa de qualquer doença.

 

Àṣẹ! Atóto!

 

Extraído do blog do colunista do Jornal Extra e babalorixá Paulo de Oxalá / Rio de Janeiro – RJ
https://www.paulodeoxala.com.br/single-post/2017/08/01/Agosto-m%C3%AAs-com-as-vibra%C3%A7%C3%B5es-de-%E1%BB%8Cm%E1%BB%8Dlu-%E1%BB%8Cbal%C3%BAw%C3%A1iye-e-%C3%92%E1%B9%A3%C3%B9m%C3%A0r%C3%A9

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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