Breaking News

ÁGUAS DE OXALÁ

As Águas de Osaalá é uma festa anual em homenagem a Osaalá, no Ilê Opó Afonjá é descrita sem detalhes por Mestre Didi: Na quinta-feira à noite, antes de se iniciarem os preceitos desta cerimónia, das 7 horas da noite até à meia noite, todos os filhos da casa devem fazer um Bori, em muitas casas essa obrigação tem sido substituída por um obi, para poderem carregar as águas.
Depois desse Bori ou obi, recolhem-se, até que são acordados, antes do nascer do Sol pela Yalorisá ou pelo Babalorisá para iniciarem o preceito das águas. Os filhos do Asé, trajados de branco, saem em silêncio do terreiro, em procissão, carregando potes e moringas, tendo à frente a Iyalorisá tocando o seu adjá.
No tempo de Mãe Senhora, dirigiam-se para uma fonte chamada Riacho, que fica ao lado da Lagoa da Vovó, nessa roça de São Gonçalo do Retiro. Hoje, essa obrigação é feita dentro do próprio terreiro.
Esta festa trata-se de um ato de respeito, um pedido de perdão pelas injustiças ocorridas com Osaalá em sua visita ao Reino de seu filho Sangô.
Não se pode esquecer que a lavagem das escadarias é um ritual criado pelo sincretismo religioso forçosamente adotado pelos escravos para ocultar seus orisás dos senhores de engenho e que Osaalá nada tem a ver com Jesus Cristo sendo então duas divindades de religiões distintas.

 

ÁGO ÁGOL’ÓNAN (N)
COM LICENÇA NO CAMINHO
DÌDE MÁA D’AAGO O
LEVANTEM-SE ,ELE ESTÁ CHEGANDO
ÀGO ÀGO L’ÓNAN(N)
NA HORA DE COSTUME
E DÌDE MÁA ‘YO
LEVANTEM-SE COM ALEGRIA HABITUAL
K’OÒ WA NÌSE O
NOSSO RITUAL FOI TRABALHOSO (DE AJUDAR-NOS E PROTEJER-NOS)

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *