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Akòko

Texto: Douglas de Odé

Akòko – origem África, considerada árvore abundante, provedora de propriedade, atribuída aos òrísàs Ossayn e Ogún, esta árvore na África acomoda em suas sombras assentamentos do òrísà Ogún onde seu culto é extenso, na cidade de Iré. Também usada no culto aos ancestrais. Também conhecida como uma árvore de Osoosi.

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Foto: internet

O Akòko é uma das folhas preferidas, sendo que costuma ser associada sempre a prosperidade, tanto de dinheiro como de filhos. Essa árvore não é uma espécie nativa do Brasil, sendo introduzida aqui pelos africanos, onde se adaptou perfeitamente.

A folha de Akòko é considerada como a folha da realeza, sendo representada na nação Djeje pelo Vodun Dan e na nação ketú pelo Òrísà Osoosi. Segundo a tradição Mahí os galhos do Akòko devem ser levados junto ao corpo, em viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a proteção de Gún, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus filhos. Dizem os antigos que esse ewé está ligado ao final do ciclo da iniciação, quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo).

Segundo alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu ori a folha do akòko. Já no culto Egúngun, o akòko desempenha um papel fundamental na união dos seres do Aiyè e Òrún. Seu tronco, que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakòko, Senhora do Akòko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa árvore: sua ligação com a ancestralidade e com o elemento ar.

About The Author

Sou Huntó Douglas D' Odé, nascido em 07 de maio de 1993, filho carnal de Ekedjí Cobrinha D' Bessen. Nascido para o mundo do Candomblé no dia 03 de fevereiro de 2007, sendo confirmado para o Òrísà Òsún. Fundador da produtora Q.A Produções & Representações, diretor responsável por tudo que é publicado no Espaço Cultural Apeja Omi Onjé Dìdún, produtor de vídeos, escritor afro, palestrante, colunista do Jornal Awùre, professor de danças afro e pesquisador dos cultos africanistas.

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