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Alagamento danifica peças do Museu de Cultura Afro

Priscila Machado | Ter, 05/05/2015 às 12:44

 

 

Fernando Amorim | Ag. A TARDE Capinam, presidente da Amafro, aponta arte barroca, feita em vidro, danificada
Fernando Amorim | Ag. A TARDE
Capinam, presidente da Amafro, aponta arte barroca, feita em vidro, danificada

O Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab), localizado no centro, está fechado desde a última sexta-feira, após ter sido alvo de um alagamento que danificou expositórios, gravuras e colocou em risco várias peças  que representam a cultura afro-brasileira.

Pelo menos três ambientes foram atingidos e cerca de 30 peças – entre quadros, gravuras e imagens – foram remanejadas para uma sala técnica no subsolo.

Na base da vitrine que expõe esculturas do mestre Didi, inspiradas em mitos, lendas e no culto aos orixás, é notável a ação de fungos, provenientes da umidade.

“Estas peças foram doadas pelo presidente da Guiné”, conta José Carlos Capinam, presidente da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), responsável pela instalação do Muncab na Bahia.

O alagamento foi provocado por infiltrações e atingiu apenas o primeiro andar. Segundo Capinam, a laje recebeu um volume de água acima da capacidade de escoamento. Além disso, o sistema de drenagem estava entupido com folhas e galhos. “Foram mais de mil litros d’água armazenados no teto, o que começou a infiltrar pela laje”, disse o presidente.

Recursos

Capinam contou que agora irá recorrer ao Ministério da Cultura e às secretarias estaduais de Cultura e do Turismo para tentar recuperar    expositores e comprar outros novos. Ele espera reabrir o espaço em três meses.

Mesmo em fase de implantação, o museu funciona desde 2009, quando realizou a sua primeira exposição: O Benin está vivo e ainda lá.

O espaço passa por um processo de federalização e ainda não recebe recursos regularmente. “Estamos a ponto de suspender o pagamento de vigilantes e fechar as portas, definitivamente, por falta de verba. Com o que economizamos do Projeto Petrobras, conseguiremos manter  até junho”, afirmou Capinam.

Segundo ele, para tornar-se federal e ser  integrado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), é preciso que um projeto de lei seja encaminhado ao Congresso pela Secretaria de Planejamento do Estado: “O Ibram  tem proposta pronta. Agora é torcer para que seja encaminhado e aprovado. É um espaço importante para o estado, pois tem conteúdo de suma importância”.

 

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1678475-alagamento-danifica-pecas-do-museu-de-cultura-afro

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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