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Alagoas poderá ganhar uma incubadora afro de negócios

Modelo aplicado pelo consultor Giovanni Harvey contribui há 20 anos para o reposicionamento de pequenos e médios empreendedores no mercado

Agência Alagoas 25 Mai de 2016 – 16:44

Foto: Adailson Calheiros Incubadora Afro visa alavancar a qualidade dos negócios de pequenos e médios empreendedores, por meio do seu reposicionamento no mercado
Foto: Adailson Calheiros
Incubadora Afro visa alavancar a qualidade dos negócios de pequenos e médios empreendedores, por meio do seu reposicionamento no mercado

Alavancar a qualidade do negócio de pequenos e médios empreendedores, por meio do seu reposicionamento no mercado, é uma das principais funções de uma incubadora. Há 20 anos com atuação de sucesso no Rio de Janeiro, a Incubadora Afro Brasileira poderá ganhar uma participação própria em Alagoas, transformando a concepção e ressignificando o mercado empreendedor no Estado.

À frente da consolidação do projeto no país, o consultor de Estratégia e Políticas Públicas da Incubadora Afro Brasileira, Giovanni Harvey, esteve, nesta quarta-feira (25), em Maceió, para estudar a viabilidade de aplicação na região. Para isso, gestores públicos de diferentes instituições apresentaram o diagnóstico social e ambiental de Alagoas, bem como as necessidades e carências de negócio da população.

“Esta visita está muito ligada ao conhecimento prévio do território. Será um momento para avaliarmos as tendências de mercado, para que, uma vez implantada, a incubadora esteja posicionada de acordo com as tendências do mercado local. É preciso primeiramente definir os direcionamentos e, a partir da nossa experiência e da vivência dos profissionais alagoanos, adaptar o projeto de maneira que atenda às necessidades da região”, pontua Giovanni Harvey.

Pautada em quatro componentes principais: ensino, consultoria, assistência técnica e apoio logístico, a incubadora afro desempenha ainda um papel social de estímulo às comunidades negras e indígenas na participação da geração de emprego e renda.

(Foto: Adailson Calheiros)
(Foto: Adailson Calheiros)

Apesar de priorizar estes grupos em específico, o projeto contempla empreendedores de diferentes etnias e classes. A ideia é simples, passar a mensagem de que todos são bem-vindos e com capacidade ativa na sociedade, como explica o consultor.

“O nome ‘afro’, na realidade, surgiu de uma provocação mais global de que os movimentos negros estão sempre demandando, como se a comunidade tivesse que pagar uma dívida com estes grupos. A verdade é que temos uma sociedade na qual o acesso à escolaridade ainda é muito pequeno. A incubadora vem, de certa forma, para evitar este ciclo de exclusão e incluir quem não teve oportunidades, mostrar que estas pessoas têm muito a contribuir sim”, ressalta Harvey.

Em Alagoas

Ao promover um diálogo de negócio com gestores públicos estaduais, a ideia é que seja instalado um grande laboratório em Alagoas. A incubadora iria atuar de maneira estratégica, em parceria com as Secretarias de Estado da Cultura (Secult), da Fazenda (Sefaz) e do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em conjunto com o Instituto Raízes de Áfricas.

“Será uma oportunidade única para trazemos a experiência da Incubadora Afro Brasileira e conseguir adaptar para a nossa realidade. Além de possibilitar a geração de emprego e renda para os grupos negros, formaremos jovens com um olhar mais político em relação a sua cultura e identidade”, destaca a coordenadora do projeto Raízes de Áfricas, Arísia Barros.

 

 

Extraído do site do jornal Tribuna hoje / maceió – al
http://www.tribunahoje.com/noticia/180235/economia/2016/05/25/alagoas-podera-ganhar-uma-incubadora-afro-de-negocios.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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