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Alice Caymmi apresenta o show Rainha dos Raios no TCA

Luis Fernando Lisboa | Sex, 01/05/2015 às 09:40

 

Daryan Dornelles | Ag. A TARDE O show Rainha dos Raios tem direção assinada por Paulo Borges
Daryan Dornelles | Ag. A TARDE
O show Rainha dos Raios tem direção assinada por Paulo Borges

Iansã tomou a frente da vida de Alice Caymmi. Para a cantora, só na Bahia é possível compreender a importância e magnitude disso.

“Vou aproveitar que estou em Salvador para falar a verdade. Aqui eu sei que vou ser entendida. Depois de gravar o CD Rainha dos Raios, descobri que Iansã tinha tomado minha cabeça. Fui numa mãe de santo que  disse: ela está contigo”.

Então, nada mais justo que a pré-estreia da sua  primeira turnê, que leva o nome do disco, aconteça na Bahia.

O show será realizado neste sábado, 2, a partir das 21 horas, no Teatro Castro Alves. A direção é assinada por Paulo Borges, CEO da Luminosidade e criador da São Paulo Fashion Week – SPFW.

 

Rainha dos raios

De acordo com Alice Caymmi, o processo de gravação deste  segundo álbum, lançado pela gravadora Joia Moderna, não foi tão planejado.

“Foi um pouco aleatório, principalmente a escolha do repertório. Experimentamos muitas músicas”.

Ela conta que chegava ao estúdio com uma série de propostas para o produtor Diogo Strausz, responsável pela direção musical do CD.

“Eram coisas que estavam na minha cabeça. Por isso, o disco traz muitas composições misturadas”.

Na lista de gravações, Alice incluiu nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil (Iansã), Maysa (Meu Mundo Caiu),  MC Marcinho (Princesa), além de duas canções autorais. Uma delas em parceria com o compositor Michael Sullivan (Meu Recado).

 

Sina familiar

Neta de Dorival Caymmi e filha de Danilo,  a cantora comenta que a presença de Iansã na sua vida ajudou a romper inúmeras barreiras de expectativas consigo mesma.

“O problema de quem vem de uma forte tradição familiar é a cobrança de você consigo mesmo. Porque as pessoas aceitam. O público ama que você seja você mesmo”.

Mesmo que tenha nascido no Rio de Janeiro, foi essa mesma história que convocou Alice para uma relação íntima com Salvador.
“Toda vez que piso nessa cidade choro um pouco. Não sei explicar. É uma coisa  pré-verbal. O que meu avô fez, viveu e descreveu nessa terra não tem palavras”.

 

Encontro marcado

Quando Alice Caymmi e Paulo Borges se conheceram, os dois reforçaram a crença nos encontros inevitáveis.

Segundo Paulo, o DJ Zé Pedro apresentou uma música dela e o encanto foi imediato. Daí surgiu o convite para Alice cantar ao vivo num dos desfiles da SPFW em 2014.

“Perguntei onde aconteceria um show porque queria assistir.  Zé Pedro  disse que ela estava começando. Foi então que, do nada, falei: vamos fazer um espetáculo”.

Alice marca essa união com Paulo como fundamental para o processo criativo.

“Ele trouxe recursos e ideias importantes. Não sei de onde veio essa urgência e vontade. Mas, não sabemos bem a origem das ideias”.

Além das músicas do álbum, a cantora traz, acompanhada  pela sua  banda, versões de Paint It Black, dos Rolling Stones, I Feel Love, hit de Donna Summer, e Bang Bang, de  Nancy Sinatra e Cher.

Com painéis de led exibindo videocenários e dois dançarinos interagindo com a artista, Rainha dos Raios é tido como um espetáculo.

“O show é uma tentativa de reinar sobre mim e minhas tempestades. Trabalho com contradições, como tempo bom e tempo ruim; tradição da minha família versus  música popular de massa”.

 

Programe-se

O quê: Show Rainha dos Raios, de Alice Caymmi
Quando: Sábado, 2, às 21h
Onde: Teatro Castro Alves (Praça Dois de Julho, s/nº – Campo Grande)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/cultura/musica/noticias/1677634-alice-caymmi-apresenta-o-show-rainha-dos-raios-no-tca

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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