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Alto da Cachamorra em festa celebra Osun

Texto: Sérgio D´Giyan

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Foto: Sérgio D´Giyan

 

A Iyalorixá Margareth de Osun abriu sua casa nessa noite de sexta-feira para celebrar seu orixá, Osun. Com a casa lotada, agradeceu a presença de todos que ali estavam para prestigiar o orixá da riqueza, Mãe Osun.

Na roda de Sangó sacerdotes de várias casas e axés subiram o alto da cachamorra para louvar e aplaudir nossa mãe Osun. Quando voltou ao salão, Osun ofereceu aos presentes sua comida preferida, o Ipeté.

Reza a lenda que Osun se encontrava com dificuldades para engravidar, e diante dessa situação, decide consultar Orunmilá.

A resposta de Orunmilá diante de seu problema foi indicar que ela oferecesse uma comida para suas irmãs.
Para isso, Osun teria que criar uma comida diferente para que elas tivessem vontade de comer. Como Osun não sabia o que fazer, Orunmilá a pediu que caminhasse numa estrada aonde um homem iria lhe presentear com um fruto e que desse fruto ela teria que produzir essa comida.

No dia seguinte, Osun pôs-se a caminhar e já cansada de tanto andar, sentou à beira da estrada, quando Ogun avistou Osun, perguntou o que ela estaria fazendo longe de seu reino.

Osun contou o que se passava, e Ogun a levou até o fruto que seria o principal elemento dessa comida, o Ixú e entrega a Osun. Osun agradecida pergunta a Ogun o que ele gostaria de receber pelo favor. Ogun encantado pela doçura e beleza de Osun lhe responde que nada quer em troca, mas que ela teria que sustentar na sua cabeça a panela do Ipeté, e sob a comida a folha de abre-caminho, e que não se esquecesse de acomodar os okutás de suas irmãs sobre o ipeté.

Depois de Osun ouvir as recomendações de Ogun e seguir suas orientações, Osun dá a luz a seu filho querido, e lhe dá o nome de Logun-Edé.

Na corte, estiveram, Exu, Ogun, Osoosí, Obaluaiyé, Logun-Edé, Sangó e Osogiyan. Duda Omofayá cantou o candomblé, dividindo com outros ogans e alagbès o privilégio de cantar para os nossos orixás.

Estiveram presentes ao evento: Claudio de Exú, Fred de Ogun, Nil de Iyemanjá, Ricardo de Bessem, o promoter Yango de Obaluaiyé, Osvaldo de Sangó, Guido de Osumaré, Marcelo de Osoosi, Jack d´Dan, Iyá Nildes de Odé, Carlos de Iroko, Alexandre de Osoosi, além de outros.

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Foto: Sérgio D´Giyan
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Foto: Sérgio D´Giyan
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Foto: Sérgio D´Giyan
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Foto: Sérgio D´Giyan
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Foto: Sérgio D´Giyan

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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