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ANMA repudia atos de vandalismo à imagem de santa católica

Texto: Sérgio D´Giyan

A ANMA – Associação Nacional de Mídia Afro vem publicamente repudiar as ações de vandalismo e vilipêndio, orquestradas e conduzidas por uma minoria fanática e intolerante de supostos “evangélicos”, que obedecendo aos discursos do “pastor” Luiz Lourenço, conhecido como Poroca, escarneceram de forma vil e pejorativa a imagem de Nossa Senhora. Conforme relatou o padre Querino Pedro, administrador da Paróquia Santo Afonso, na cidade de Carrapateira, região de Cajazeiras, eles urinaram, jogaram gasolina e queimaram a imagem. Segundo o vídeo abaixo, para o pastor, os católicos estão condenados ao inferno.

Este ato colabora com o preconceito advindo de “lideranças” religiosas que promovem a discriminação e o desrespeito à diversidade em nosso País.

A ANMA, recentemente, entregou um abaixo-assinado ao presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) do Rio de Janeiro, desembargador Sérgio Schwaitzer, solicitando a retirada de vídeos com conteúdo ofensivo aos sagrados da Umbanda e do Candomblé.  Na mesma ocasião, outras representações religiosas formalizaram seu ingresso no processo com um recurso judicial “amicus curiae”.

Segundo o presidente da ANMA, Marcio de Jagun, é necessário organizar e unificar as diversas casas de matriz africana para combater a intolerância religiosa. Na última quinta-feira, a diretoria da ANMA esteve reunida com Mãe Beata, Adailton Moreira, Henrique Adame e Ekedji Lucia Xavier, no Ilê Asé Omi Oju Arô, em Miguel Couto, para juntos discutir as próximas ações em defesa da religiosidade afro-brasileira, além de atualizá-los quanto ao andamento do processo judicial na 17ª Vara Federal.

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Diretoria da ANMA se reúne com Mãe Beata, advogado Henrique Adame, Adailton Moreira e Ekedji Lucia Xavier
Foto: Sérgio D´Giyan

Em Brasília, no próximo dia 10 de junho, uma manifestação está programada em frente ao Congresso Nacional contra a decisão judicial. Diversas casas de matriz africana estão se organizando para participar deste manifesto.

Em setembro, 21, será realizada a VII Caminhada em defesa da Liberdade Religiosa, em Copacabana, é um momento que devemos mostrar união e força para defender a Umbanda e o Candomblé.

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Foto extraída do site www.paraiba.com.br

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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