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Associação de Mídia Afro responde ao Bom Dia Brasil

Texto: Sérgio d´Giyan 28.04.2016 11:56

 

Logo ANMA_vetor_curvasA ANMA – Associação Nacional de Mídia Afro emitiu um ofício ao Jornal Bom Dia Brasil, veiculado na Rede Globo de Televisão, após a publicação de uma matéria que noticiava os maus tratos sofridos por uma criança em Teresina, no Piauí, provocados por rituais de magia negra. Na reportagem, outras crianças que foram submetidas a esse ritual, mostravam cortes no braço (curas) confeccionados por objetos cortantes. O Conselho Tutelar está investigando o local onde essas crianças foram expostas a esse ritual. Vejam nos links abaixo a matéria publicada no Jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, e a matéria sobre o assunto publicada no Jornal Awùre. Ao final, o ofício emitido ao editor-chefe do Bom Dia Brasil.

 

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/04/26.html…
http://awure.jor.br/…/menina-pode-ter-sido-vitima-de-ritua…/

 

 

Leia na íntegra a correspondência:

 

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2016-04-27

Ilmo. Sr.
Carlos Vinicius de Menezes
Editor – Chefe do Jornal Bom Dia Brasil
Rio de Janeiro – RJ

Prezado Vinicius,

A ANMA – Associação Nacional de Mídia Afro, com sede à Av. Lúcio Costa, 8.000, sala 206, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ, inscrita no CNPJ sob o nº 17.560.986/0001-57, tel.: (021) 2220-7034, e-mail: ori@ori.net.br, foi instituída em agosto de 2012, objetivando, dentre outras finalidades, contestar/esclarecer matérias publicadas em veículos de comunicação que mencionam procedimentos associados a liturgias das religiões de matrizes africanas.
Destarte, no tocante à reportagem veiculada no Bom Dia Brasil do dia 26/4/16, que aborda supostos maus tratos sofridos por uma criança submetida a práticas rituais na cidade de Teresina, no Estado do Piauí, atribuídos a um ritual de purificação, temos a declarar que:
1 – os ritos realizados em Casas Tradicionais de Matrizes Africanas seguem padrões de respeito ao Ser Humano, jamais são efetivados sem o consentimento das partes envolvidas, bem como de seus responsáveis, conforme o caso;
2 – tais ritos jamais põem, ou podem pôr em risco a integridade física, ou emocional dos adeptos, posto que o objetivo teológico está relacionado ao bem estar e à elevação espiritual;
3 – ilações, deduções, conclusões, informações que envolvam questões teológicas relativas às religiões de matrizes africanas, requerem opiniões de especialistas gabaritados e reconhecidos pela ANMA, a fim de que se evite matérias cujo conteúdo seja compreendido como de caráter preconceituoso e/ou de incitação à intolerância religiosa.
Gostaríamos de exercer nosso direto de resposta no mesmo veículo, horário e tempo disponibilizado à matéria em alusão.
Atenciosamente.

Márcio de Jagun
Presidente

 

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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