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ANMA responde ao Jornal Meia Hora: O campeão está presente – Pai de Santo afirma que “fala” com Ayrton Senna

Texto: Sérgio D´Giyan

 

Em mais uma ação da ANMA – Associação Nacional de Mídia Afro, no sentido de esclarecer ao público, foi encaminhado à redação do Jornal Meia Hora, correspondência solicitando uma retratação face a matéria do jornalista Renan Salmin, publicada em 03 de maio do corrente, com o título: “O campeão está presente – Pai de Santo afirma que “fala” com Ayrton Senna“.

A matéria tratava de uma possível “comunicação espiritual” entre um zelador de candomblé e o espírito do piloto de fórmula 1, Ayrton Senna, falecido em um grave acidente no Grande Prêmio de Ímola, na Itália, em 1994.

Tendo em vista que esse tipo de ritual não pertence e muito menos é praticado pelos adeptos do Candomblé, a ANMA, em assembleia decidiu solicitar uma retratação do veículo ao seu público leitor no sentido de eximir os cultos afro-brasileiros desse tipo de prática.

Leia a íntegra da correspondência da ANMA:

Rio de Janeiro, 19 de maio de 2014.

 

Ao

JORNAL MEIA HORA

A/C: Editor Chefe Humberto Tziolas (htziolas@meiahora.com)

Prezados Senhores,

Em relação matéria veiculada na página 20, da edição do dia 04/5/14 deste Jornal com o título: “O campeão está presente – Pai de Santo afirma que “fala” com Ayrton Senna, cumpre-nos esclarecer e solicitar:

1 – Na aludida matéria jornalística, o entrevistado afirma que teria entrado em contato com Senna. A reportagem relata ainda que o referido Pai de Santo, em suas conversas com Ayrton Senna, teria descoberto que o ídolo estaria próximo de uma nova encarnação.

2 – Destarte, a matéria acaba por confundir o leitor, que pode ser induzido a erro no sentido de interpretar o funcionamento e o conceito das Religiões de Matrizes Africanas.

3 – Portanto, é crucial que este Jornal esclareça ao público leitor que:

A – AS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS, ASSIM COMO SEUS SACERDOTES, NÃO PODEM AFIRMAR SE UMA REENCARNAÇÃO ESTÁ, OU NÃO PRÓXIMA;

B – AS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS EM SUAS PRÁTICAS RITUAIS E LITÚRGICAS, NÃO PROMOVEM CONTATOS COMO AQUELE DESCRITO NA MATÉRIA EM QUESTÃO;

C – SACERDOTES DAS RELIGIÕES DE MATRIZES AFRICANAS, NÃO ADOTAM TAL COMPORTAMENTO.

4 – Em razão disto solicitamos seja atendido nosso apelo acima descrito, com o desiderato de evitar máculas às Religiões de Matrizes Africanas.

Por oportuno, desde já esta Associação se coloca inteiramente à disposição deste veículo de comunicação para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente.

Márcio de Jagun

Presidente

Av. Sernambetiba, 8.000 – Grupo 206,

Barra da Tijuca – Rio de Janeiro –R.J.

Tels.: 21-2220-7034 / 21-7849-0411

ori@ori.net.br / presidencia@anma.org.br

www.anma.org.br

 

Leia a íntegra da matéria publicada no Jornal Meia Hora:
Pai de santo diz que ‘fala’ com Ayrton Senna

 

Por: Renan Salmin
03/05/14 23:14
atualizado em 03/05/2014 23:21

 

“Ele queria se casar e ter filhos”

Um enorme sentimento de saudade aflorou nos fãs, principalmente nos brasileiros, vinte anos após a morte do ídolo Ayrton Senna, completados na última quinta-feira. A saudade do tricampeão, morto de forma trágica no Grande Prêmio de Ímola, em 1994, ainda é muito grande. A lembrança e o carinho que Ayrton deixou acabam estreitando os laços entre o mundo físico e o espiritual, permitindo breves contatos com a alma dele.

É o que afirma o Pai de santo Sergio de Ogum, que garante ter entrado em contato com o eterno campeão. “As orações, lembranças e até a tristeza que muitos têm fazem a espírito dos que se foram ficarem em um plano mais próximo do nosso, o que permite esse contato. No caso do Senna, como são milhões de pessoas orando por ele, funciona como um chamado que muitas vezes é atendido”, explica Pai Sergio.

Ainda segundo o religioso, em seus contatos com Senna, o campeão teria confirmado suspeitas que sua morte deixou, como a de que estava cansado do circo da Fórmula 1 e desejava construir uma família. “Ayrton tinha esse desejo. O ano de 1994 provavelmente teria sido seu último competindo. A falta de segurança, de competitividade entre os pilotos e as trapaças entre as equipes o desestimularam. Ele estava insatisfeito”, afirma Pai Sergio, completando: “Ele queria se casar e ter filhos. Teria se casado com a Adriane (Galisteu) e construído família. Foi uma coisa muito triste, porque a sua alma deixou o plano terreno com esse débito. Esse desejo e os lamentos pela morte deixaram seu espírito preso por muito tempo”.

Em suas conversas com Ayrton Senna, Pai Sergio de Ogum fez uma descoberta. Segundo o religioso, o espírito de Ayrton Senna estaria próximo de uma reencarnação.

“Ele está pronto e próximo de voltar ao plano terreno. É importante ressaltar que essa reencarnação não terá laços com a vida passada. É uma evolução do espírito, como trata a doutrina. Não é uma volta do Senna”, alerta Pai Sergio.

Leia no Jornal Meia Hora

http://www.meiahora.ig.com.br/noticias/pai-de-santo-diz-que-fala-com-ayrton-senna_9259.html

Foto de Capa: http://esporte.uol.com.br/velocidade/ultimas-noticias/2012/09/15/filho-de-prost-diz-que-pai-chorou-muito-com-a-morte-de-senna-e-que-fala-bastante-do-ex-rival.htm#fotoNavId=pr11595828

Fãs de Ayrton Senna prestam homenagem no cemitério do Morumby, em São Paulo, onde seu corpo foi enterrado REUTERS/Paulo Whitaker
Fãs de Ayrton Senna prestam homenagem no cemitério do Morumby, em São Paulo, onde seu corpo foi enterrado REUTERS/Paulo Whitaker

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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