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Antes de celebrar Iemanjá, Brown e povo de santo reverenciam Oxum

Homenagens ocorreram de madrugada, no Dique do Tororó, em Salvador.
Para o candomblé, Iemanjá cuida do mar e Oxum, das águas doces.

Do G1 BA, com informações da TV Bahia

 

02/02/2017 08h59 – Atualizado em 02/02/2017 10h33

 

 

As celebrações a Iemanjá começaram ainda na madrugada desta quinta-feira (2), quando frequentadores do terreiro Odê mirim, no Engenho Velho da Federação, foram para o Dique do Tororó, em Salvador, prestar homenagens a Oxum. Um dos participantes célebres dos festejos foi o cantor Carlinhos Brown, que ao lado da mãe de santo Aíce de Oxóssi, levou presentes para a orixá da água doce.

O cantor explicou porquê as celebrações começam com a reverência a Oxum. “Iemanjá cuida do mar sagrado e das suas águas. Mas ela deixou Oxum para cuidar da água doce, dessa água de beber. Sem beber água doce, ninguém consegue navegar”, contou o percussionista baiano.

A mãe de santo Aíce de Oxóssi falou da alegria de poder participar mais um ano da festa. “É um alegria estar na festa de Oxum, orixá da da água doce, para adoçar o coração do povo”, disse a yalorixá.

Durante a madrugada inteira, as celebrações continuaram. Devotos de Oxum chegavam com oferendas e se reuniam para pedir bênçãos e proteção à orixá.

A colônia de pescadores do Rio Vermelho também levou presentes a Oxum. “O pedido continua sendo o mesmo, que traga fartura dos pescados para que eles possam continuar a sua atividades”, declarou o presidente da Colônia dos Pescadores, Marcos Souza.

O ritual foi feito junto com o grupo da mãe de santo Jacira de Obaluaê, do Terreiro Ilê Axé Jibayê, que fica em Itinga, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Uma festa com muita música e fogos. “A gente pede saúde, força, coragem para enfrentar esse mundo, que está tão difícil. Que ela nos guie, nos ampar”, desejou Jacira de Obaluaê.

Carlinhos Brown foi até o Dique do Tororó reverenciar Oxum em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Festa no Rio Vermelho
Antes das 5h desta quinta-feira, uma alvorada de fogos deu início aos festejos e à chegada do presente principal. Às 15h30, as oferendas deixadas na Colônia de Pescadores são levadas até o alto-mar.

A tradição, segundo historiadores, teve início em 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a “mãe das águas” na expectativa de que ela pudesse resolver o problema de escassez de peixes. A partir de então, todos os anos eles pedem à orixá fartura de peixes e mar tranquilo. Entre as superstições que envolvem as homenagens, está a questão da receptividade dos presentes. Reza a lenda que, caso o presente seja encontrado na beira da praia, é porque a divindade não gostou da oferta.

Quando a oferenda desaparece no mar, no entanto, é sinal de que o presente foi aceito. Nos últimos anos, são realizadas campanhas de conscientização para que as pessoas adotem presentes sustentáveis, como uma forma também de preservar o meio ambiente.

Extraído do portal G1 Bahia

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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