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Antropólogo aborda a intolerância religiosa e diz que, ao contrário do que dizem, a Bahia não é sincrética

Marlon Marcos afirma que muitas pessoas não respeitam as religiões de matriz africana

 

22/08/2017 18h26  Atualizado 22/08/2017 18h26

No Aprovado de sábado, 19, o antropólogo Marlon Marcos falou sobre intolerância religiosa. Ele explicou que este tipo de preconceito constitui um “ato de perversidade que o ser humano tem em relação ao outro, que escolheu um caminho diferenciado de exercer a sua fé e se expressar com o transcendental”. De acordo com o especialista, as causas são variadas e envolvem questões étnicas, econômicas, de gênero, expressão, sexualidade e sociais. “É marcada por essa ideia de um ter mais poder em relação ao outro, em ter o caminho da verdade”, afirmou Marlon.

O antropólogo explicou que costumam dizer que a Bahia é sincrética e, por ser majoritariamente negra, tem democracia racial e religiosa. Entretanto, isso é uma grande farsa, pois “muitas pessoas não respeitam as religiões de matriz africana”. Ele defende que “conviver num lugar onde as pessoas não se respeitam ou minimamente não se toleram é promover a infelicidade” e que cada um deve ter o direito de ser o que quiser, inclusive não ter nenhuma religião. “A gente precisa do outro pra enriquecer nossa trajetória. Intolerância tem a ver com ignorância, que se combate com estudo, reflexão e educação”, afirmou. Reveja a entrevista no link abaixo!

 

Extraído do site do Programa Aprovado, do portal GShow
http://gshow.globo.com/Rede-Bahia/Aprovado/noticia/antropologo-aborda-a-intolerancia-religiosa-e-diz-que-ao-contrario-do-que-dizem-a-bahia-nao-e-sincretica.ghtml

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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