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Após alagamento, Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira pode fechar por até três meses

Terça, 05 de Maio de 2015 – 17:50

 

As obras foram retiradas a tempo e não sofreram dano. Foto: Mateus Pereira/GOVBA
As obras foram retiradas a tempo e não sofreram dano. Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira (Muncab), localizado no Centro Histórico, pode ficar fechado por até três meses após o alagamento que sofreu na última sexta-feira (1°), devido às fortes chuvas que caíram em Salvador. De acordo com o coordenador do Muncab e presidente da Amafro – Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira, José Carlos Capinan, os tubos que servem para drenar a água da chuva entupiram e a água acumulada na laje do museu acabou invadindo o primeiro piso do espaço e danificando paredes, vitrines e peças de suporte. As obras que estavam em exposição foram retiradas a tempo e nenhuma sofreu danos. As atividades do museu, incluindo visitações, permanecerão suspensas até que a situação seja regularizada. “As chuvas afetaram área expositiva do museu. Estamos adotando ação emergencial para proteger as obras e recuperar os danos sofridos nas estruturas expositivas. As visitações serão suspensas até normalizarmos a situação”, diz publicação divulgada pelo Muncab nas redes sociais. Os prejuízos ainda não foram calculados e, segundo a assessoria do museu, não há recursos suficientes para custear a recuperação do espaço e a manutenção da equipe de funcionários. “No momento, os recursos para custeio do projeto estão esgotados e existe a ameaça de demissão dos poucos funcionários contratados para segurança e manutenção do prédio, assim como a dispensa do já resumido corpo técnico”, diz comunicado oficial. Sem recursos próprios e sem fins lucrativos, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira conta, desde 2002, com patrocínio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, e do Fundo Nacional de Cultura, além do apoio de empresas e fundações. No entanto, segundo Capinan, o valor não é suficiente para manter o espaço e o ideal é que ocorra a federalização do museu, a fim de que ele passe a ser administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Ainda de acordo com a assessoria, em junho, deve haver uma reunião entre o Muncab e o Ibram para agilizar essa questão.

 

 

Extraído do portal de notícias BN Bahia Notícias / Salvador – BA
http://www.bahianoticias.com.br/cultura/noticia/20677-apos-alagamento-museu-nacional-da-cultura-afro-brasileira-pode-fechar-por-ate-tres-meses.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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