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Após insistir em denúncia por homofobia contra Malafaia, procurador tem histórico de perseguição religiosa exposto

Por Tiago Chagas – 3 de agosto de 2016

 

 

O procurador Jefferson Aparecido Dias, responsável pela ação que acusa o pastor Silas Malafaia de incitar a violência contra homossexuais, figura das páginas do noticiário há anos por iniciativas antipáticas à liberdade religiosa e à cultura religiosa brasileira, amplamente cristã.

Neste portal, há em uma busca rápida, registro de ocasiões em que Dias acatou e moveu ações contra igrejas evangélicas e declarações de líderes pentecostais. Entre seus alvos já estiveram a Igreja Internacional da Graça, o bispo Edir Macedo e até o apresentador e jornalista José Luiz Datena.

 

Um dos episódios mais emblemáticos da atuação de Dias contra a liberdade religiosa se deu quando ele moveu uma ação na Justiça Federal para obrigar o Banco Central e a Casa da Moeda a excluírem a frase “Deus Seja Louvado” das cédulas do Real.

Na última terça-feira, 02 de agosto, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) recapitulou parte dessa trajetória do procurador em um discurso no plenário da Câmara e disse que Dias “envergonha com suas decisões arbitrárias o Ministério Público”, porque “vem praticando um dos atos mais vergonhosos da sociedade pós-moderna, que é a perseguição religiosa”.

“Primeiro, ele numa ação civil-pública quis a retirada da frase “Deus seja louvado” das nossas cédulas do Real. É um direito dele ser ateu, se ele quer. Nós estamos num Estado democrático de direito. Agora, usar da caneta do Ministério Público para começar a querer fazer perseguição religiosa, nem eu, nem uma gama de deputados dessa Casa vamos aceitar”, contextualizou.

“Eu estou aqui para denunciar. Esta é a primeira atitude covarde desse cidadão, que está usando o Ministério Público Federal para se fazer valer dos seus valores e da sua falta de crença, aparentemente”, disse o deputado.

“A segunda atitude que é prova do que estou dizendo é que este cidadão abriu uma representação vergonhosa contra o pastor Silas Malafaia alguns anos atrás. Representação essa onde acusou ao pastor de estar incitando a homofobia quando ele foi ao seu programa de televisão falar sobre a manifestação da Parada Gay em São Paulo, que naquele ano, cometeu crime sim, de vilipendiar símbolos da Igreja Católica. E ali, ele pega uma parte da fala, de maneira maldosa, capciosa, para imputar um suposto crime que não houve de incitação à homofobia”, relembrou, citando a ação reaberta recentemente. “O pastor se defendeu, o processo foi mandado para arquivo para a Justiça. Agora, não satisfeito, ele continua sua prática de perseguição religiosa mandando reabrir o processo”.

Na sequência de seu discurso, demonstrando bastante insatisfação, Sóstenes afirma que irá reagir à postura de Dias e usará o histórico do procurador para denunciá-lo por desvio de finalidade na função que exerce: “Senhor procurador, você está querendo aparecer nos jornais? Procura outra coisa para fazer, porque eu, a partir dessa semana, com a minha equipe jurídica, vamos representar contra vossa senhoria na corregedoria do Ministério Público Federal porque você tem que entender que o Brasil é um Estado democrático de direito, que valorizamos sim o MPF, mas vamos punir homens que usam do poder da caneta para praticar um dos crimes mais vergonhosos – que a sociedade pós-moderna não aceita – que é a perseguição religiosa”.

Por fim, Cavalcante provocou o procurador: “Já que você quer perseguir, vá ao Rio de Janeiro, entra no Ministério Público, e manda retirar o Cristo [Redentor] do Corcovado […] manda acabar com os feriados religiosos todos do país. Estamos de brincadeira? O MP tem tanta coisa para fazer nesse país e agora este cidadão usando da caneta quer perseguir religiosamente as pessoas que tem fé”. Assista:

 

Extraído do portal de notícias religiosas Gospel + / São Paulo – SP
https://noticias.gospelmais.com.br/procurador-historico-perseguicao-religiosa-exposto-entenda-84611.html

 

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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