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AQUARELAS DE CARYBÉ GANHAM MOSTRA NA CAIXA CULTURAL SÃO PAULO

jornal_003d-1 22 de novembro de 2016 Ray Santos Exposição reúne 50 obras do artista que tem como principal fonte de inspiração as tradições do candomblé   Imagens: https://www.dropbox.com/sh/4cx4364cffz4jol/AACw3cgs91izlNjCXJQPFsGLa?dl=0   São Paulo 22 de Novembro, Caixa Cultural São Paulo apresenta a exposição As Cores do Sagrado, um registro das tradições do candomblé da Bahia a partir de 50 obras com os traços leves, coloridos e minuciosos do artista Carybé. A mostraabre em 10 de dezembro de 2016 e fica em cartaz até 28 de fevereiro de 2017, com entrada franca. A curadoria é de Solange Bernabó, filha de Carybé, que buscou privilegiar a sintonia entre técnica e fases do artista. A exposição já passou por Salvador, Recife e Rio de Janeiro. As imagens foram produzidas ao longo de 30 anos de pesquisas, entre 1950 e 1980, e são registros de vivências pessoais do artista nos terreiros que frequentava. As casas estão entre as mais tradicionais da religiosidade de matriz africana, na tradição nagô, jeje e angola. Uma vez que não é permitido filmar ou fotografar cerimônias do candomblé, a memória fotográfica de Carybé foi o seu principal recurso para retratar com exatidão e riqueza de detalhes as práticas, desde os ritos de iniciação, passando pelas festas e incorporação dos orixás até os rituais fúnebres, em uma sequência didática dos cultos envolvidos. “Essa mostra não retrata o lado místico, fruto da imaginação de Carybé. Antes disso, é uma representação da realidade, a partir da observação do que, de fato, acontecia nos terreiros. Ele retratava com respeito e beleza as práticas da religião”, explica Solange. As 50 obras selecionadas foram reunidas originalmente no livro Iconografia dos deuses africanos no candomblé da Bahia (1981). Composta por 128 aquarelas de Carybé, com introdução do escritor Jorge Amado e textos antropológicos do fotógrafo e etnólogo Pierre Verger e do historiador Waldeloir Rego, a publicação representa uma recriação da participação do elemento negro na cultura baiana ao passo que preserva a memória histórica do Brasil, por ter sido a Bahia a primeira porta de entrada da miscigenação no país. Esgotado desde a última edição, atualmente o livro é encontrado apenas nas mãos de colecionadores. Carybé Argentino no nascimento (Lanus,1911), carioca por criação e baiano por opção, Carybé foi um dos mais produtivos e inquietos artistas que o Brasil abrigou. Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, cenografista, ceramista, historiador, pesquisador e jornalista, Carybé, falecido em 1997, tem sua genialidade associada à Bahia, cuja essência soube materializar em desenhos, aquarelas, esculturas e grandes murais. Caçula de cinco filhos, iniciou no meio artístico como ajudante no ateliê de cerâmica de seu irmão Arnaldo, em seguida cursou dois anos na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e atuou como ilustrador para jornais. Com passagens curiosas de vida, como ter sido pandeirista da cantora Carmem Miranda, o artista teve obras expostas por todos os cantos do Brasil. A cidade de São Paulo abriga um importante trabalho de Carybé, o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores”, expostos no Memorial da América Latina, na Barra Funda. Suas obras também alçaram voos para países como Argentina, Estados Unidos, Japão, Itália, Alemanha, França, Portugal, Espanha e México, tendo uma de suas obras oferecida em 1986, pelo governo da Bahia, à rainha da Inglaterra. Conquistou títulos importantes como o de ganhador da 1 ª Bienal Internacional de Livros e Artes Gráficas, o  I Prêmio Nacional de Desenho, na III Bienal de SP, e o Prêmio Odorico Tavares como Melhor Plástico de 1967, mas o título de que mais se orgulhava foi o de Obá de Xangô, oferecido pelo terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. Amigo de importantes artistas como Rubem Braga, Pierre Verger, Dorival Caymmi e Jorge Amado, Carybé ilustrou diversos livros como “Cem anos de solidão”, do escritor Gabriel Garcia Márquez. Curadoria Solange Bernabó atua na área cultural desde 1983. É proprietária da Galeria Oxum Casa de Arte, com sedes na Ladeira da Barra e no Pelourinho, em Salvador. Participou da Fundação Pierre Verger desde a sua instituição. Foi secretária geral, de 1996 a 2000, e hoje é membro do Conselho Curador. Atualmente, é secretária do Instituto Carybé e membro do Conselho Curador da Fundação Casa de Jorge Amado. Faz curadoria e organiza exposições de Carybé e outros artistas.   Serviço: Exposição “CARYBÉ As Cores do Sagrado Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro) Abertura: 10 de dezembro de 2016 (sábado), às 11h Visitação: 10 de dezembro de 2016 a 28 de fevereiro de 2017 (terça-feira a domingo) Horário: 9h às 19h Informações: (11) 3321-4400 Classificação indicativa: livre Entrada franca Acesso para pessoas com deficiência Patrocínio: Caixa Econômica Federal Fonte: Imprensa CAIXA Cultural   Extraído do Jornal Dia a Dia / Três Lagoas – MS http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=221902

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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