Breaking News

Artistas responsabilizam bancada evangélica por casos de intolerância religiosa no país

94f2fcd34744162182a186aadc485766-bpthumbPublicado por Tiago Chagas em 12 de julho de 2015 


 

intolerancia-religiosaA polêmica entre o ator Henri Castelli, sua ex-namorada Juliana Despirito (evangélica) e a mãe de santo Neide Oyá abriu um debate entre a classe artística sobre o que se convencionou chamar de “intolerância religiosa”.

Despirito, que tem uma filha com Castelli, está sendo indiciada pelo crime de intolerância religiosa porque expressou seu descontentamento com o fato de o ator ter vestido sua filha com roupas de baiana da religião umbanda.
Agora, diversos atores resolveram se posicionar sobre o tema. A atriz e apresentadora Cissa Guimarães, que comandava o programa Viver com Fé, disse que não suporta a “intolerância religiosa” e afirma se presenciar um episódio, vai escolher um lado.

“Já disse aos quatro ventos que acredito em anjo da guarda, na mãe Oxum, adoro Jesus Cristo, faço meditação budista… Prego a liberdade em todos os sentidos. Não podemos deixar que aconteça esse absurdo, em pleno século 21, essa caça às bruxas. Parece que estamos na Idade Média. Se eu vir acontecer algum caso na minha frente, vou tomar uma atitude. Sou a primeira a falar, essa é a minha postura. Não tenho a menor paciência com qualquer tipo de intolerância. É uma questão de cidadania”, disse, em entrevista ao Uol.

O ator Luis Miranda, que foi criado sob a doutrina católica mas segue o candomblé, contou que nunca foi alvo de preconceito por causa de sua posição na sociedade, mas que seu caso é uma exceção: “De uma certa forma, a classe artística tem quase um laço protetor. Mas o povo de santo costuma levar olhares preconceituosos na rua. É acintoso, as pessoas se sentem no direito de humilhar, de dizer desaforo”, esbravejou, antes de apontar culpados: “Vejo como se estivéssemos regredindo. Essa coisa preconceituosa tem muito a ver com o avanço da bancada evangélica no congresso”.

Já Castelli usou as redes sociais para desabafar e usou o caso da menina Kaylane, que foi agredida por pessoas que supostamente seriam evangélicas, como exemplo: “Eu me pergunto: pra que isso? Que Deus é esse que está dentro das pessoas que praticam intolerância e preconceito. Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a ter amor ao próximo, praticar a verdadeira caridade, ajudar uns aos outros. Por que tanta agressividade? Vamos nos respeitar e nos amar independente da raça, classe social, religião ou opinião política”, escreveu.

Extraído do site Gospel Mais
http://noticias.gospelmais.com.br/artistas-responsabilizam-bancada-evangelica-intolerancia-77819.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

Related posts

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *