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Ataques às casas de Umbanda e Candomblé crescem com golpe de Estado

 

2017/09/06 as 00:00HS

 

Tem aumentado exponencialmente o ataque às religiões de matriz africana. O último ocorrido foi em Nova Iguaçu (RJ), onde um centro teve portas arrombadas, itens furtados e destruição de artigos religiosos. Essa perseguição é fruto da intolerância religiosa plantada pela bancada evangélica golpista. A mesma que tenta burlar o sistema de estado laico, uma vez que é garantido a livre liberdade de expressão religiosa.

Com o golpe de Estado, a investida da bancada reacionária é a de atacar toda e qualquer religião que não corresponda com a deles. Da mesma forma, utilizam sua força para intervir em decisões políticas, ou seja indo mais uma vez contra a laicidade do país.

O próprio Estado na maioria das vezes não classifica tais atos como intolerância religiosa, apenas visam os danos materiais do local. O que acaba reforçando a política conservadora e moralista da bancada evangélica. A atitude fascista se desdobrou ainda mais em Santa Luzia (MG), onde os centros foram submetidos a toques de recolher, tendo sua liberdade censurada e limitada debaixo de rígidos horários a serem cumpridos. Foi exigido também o isolamento acústico do local.

Todo repúdio à censura e violação da liberdade e o direito de religião. Isso mostra que o ataque não é somente as religiões de matriz africana, mas propriamente aos negros que, nessas religiões, é a maioria praticante, é preciso agir contra medidas fascistas que ferem os direitos por lei garantidos através da constituição de comitês de luta contra o golpe.

 

Extraído do site do Jornal Diário on line Causa Operária / São Paulo – SP
http://causaoperaria.org.br/blog/2017/09/06/ataques-as-casas-de-umbanda-e-candomble-crescem-com-golpe-de-estado/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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