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Ativista diz que programas religiosos na TV ferem a Constituição

Evento realizado no Rio de Janeiro critica o aluguel de 13,5% dos horários na TV aberta para programas evangélicos

por Leiliane Roberta Lopes

Ativista diz que programas religiosos na TV ferem a Constituição
Ativista diz que programas religiosos na TV ferem a Constituição
A membro do Conselho Federal de Psicologia e integrante da executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Roseli Goffman, disse que a transmissão de programas religiosos em rádios e TV é um desrespeito a Constituição Federal. Goffman afirma que na Carta Magna, no Artigo 19, a separação do Estado e as religiões torna proibido as concessões de rádio e TV para igrejas.

A psicóloga falou sobre o tema durante a audiência pública organizada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro tratando sobre intolerância religiosa nos meios de comunicação.

De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) 13,5% da grade das emissoras de TV aberta está ocupada por programas religiosos, sendo a maioria deles evangélicos. Roseli critica a falta de espaço para as 140 religiões brasileiras, espaço esse conquistado apenas por quem tem poder aquisitivo para pagar os altos valores cobrados pelas emissoras.

“A ocupação desse espaço deveria seguir critérios e valores, e não somente as leis de mercado”, criticou.

No debate também estava o babalaô Ivanir do Santos que atua em defesa das religiões candomblé e umbanda. Para ele a intolerância nos meios de comunicação acontece “pela ausência ou pela negação” da cultura de matriz africana.

“Tem uma emissora que não fala da gente nem amarrado, nem quando fazemos grandes manifestações. Outras dão espaço para que nos ataquem”, disse. “O problema é fazer proselitismo no espaço público e atacar a liberdade do outro”, completou.

O procurador da República Sergio Suiama também estava presente no debate dizendo que tem questionado o aluguel desses espaços juridicamente, para poder impedir o que ele chama de “proselitismo e assegurar a pluralidade”.

“A questão é: podem essas emissoras concessionárias de um serviço público sublocar o espaço que têm, seja para vender tapete, seja para vender religião? Do ponto de vista da legislação, há uma limitação”, disse o procurador.

O problema estaria exatamente na falta de diversidade de religiões na TV e nas rádios. O procurador também se mostrou insatisfeito com programas evangélicos que ofendem as religiões afro-brasileiras. Com informações Exame.

 

Extraído do site Gospel Prime: http://noticias.gospelprime.com.br/programas-religiosos-tv-constituicao/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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