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Ato ecumênico em cerimônia de revezamento em Brasília inicia jornada olímpica em nome da paz

quinta-feira, 5 / maio / 2016 by Ascom

 

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O Papa Francisco enviou à capital brasileira mensagem com votos de paz e solidariedade para celebrar a chegada da tocha olímpica no Brasil. A mensagem foi lida em ato simbólico pela Paz Mundial, que uniu várias vertentes religiosas para proclamar a união e convivência fraterna entre as nações. Representantes do catolicismo, das igrejas protestantes e demais religiões cristãs, do espiritismo e das religiões de matriz africana, do budismo, hinduísmo, judaísmo, islamismo uniram-se ao pajé indígena do Xingu, Kami Katy, que representou as tradições ancestrais brasileiras, para proclamarem um apelo pela paz em nome de cada crença.

bastidores1-300x198O ato foi coroado com a mensagem ecumênica do Santíssimo Papa, que evocou o espírito de comunhão, compaixão e respeito às diferenças: “Por ocasião da chegada da tocha olímpica a Brasília, dando início à contagem regressiva para as Olimpíadas Rio 2016, faço votos de que este eloquente símbolo, que evoca a fraternidade entre os povos, possa inspirar um renovado compromisso de todos pela construção de uma civilização onde reinam a paz e a solidariedade, fundadas no reconhecimento de que todos somos membros de uma única família humana. Que Deus abençoe cada um!”.

A cerimônia foi realizada pela Universidade Internacional da Paz e pela United Religions Iniciative (Iniciativa das Religiões Unidas – URI), que atua em mais de 70 países em cerca de 600 cidades pelo mundo, em parceria com os governos distrital e federal. Contou com a presença da cantora e embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, Daniela Mercury. ““Que esta chama nos fortaleça, que a gente acenda os nossos corações e possamos nos unir como nação. A chama é nosso coração”

A cerimônia foi realizada pela Universidade Internacional da Paz e pela United Religions Iniciative (Iniciativa das Religiões Unidas – URI), que atua em mais de 70 países em cerca de 600 cidades pelo mundo, em parceria com os governos distrital e federal.

A líder pacifista moçambicana, Graça Machel, foi a grande homenageada da noite. Viúva do Nobel da Paz Nelson Mandela, é uma das mais premiadas ativistas internacionais por seu trabalho na África de atendimento e combate à fome entre crianças e adolescentes e por seu trabalho premiado na ONU na luta contra o uso de crianças-soldados, bem como o casamento precoce de meninas. Graça Machel dicursou em nome da sua organização sem fins lucrativos em Moçambique, Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade. “O que pulsa nos corações da população de Brasília é a chama da paz, aquele estado de espírito que daqui será ofertado para o resto do mundo. Junto minhas mãos e meu coração aos brasileiros dessa cidade de paz, para que esse sentimento permaneça e prevaleça.”

O ato também contou com a presença do primeiro brasileiro campeão olímpico nas pistas de atletismo, o brasiliense Joaquim Cruz. Nascido em Taguatinga, começou treinando basquete, mas logo foi deslocado para o atletismo, com diversas medalhas internacionais conquistadas desde jovem. Foi em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles (EUA), que Joaquim Cruz realizou um feito histórico. Na final dos 800 metros, não apenas conseguiu o primeiro lugar, como também quebrou o recorde olímpico, concluindo a prova em 1min e 43 segundos. O mundo era apresentado a um grande atleta e o Brasil assistia, pela primeira vez, um brasileiro vencer uma prova e subir no topo do pódio olímpico.

Na ocasição, a cantora indígena da Amazônia, Djuena Tikuna, interpretou o Hino Nacional na língua tikuna acompanhada pelo maestro e acordeonista, Marcos Farias, afilhado do rei do baião, Luiz Gonzaga, e filho da rainha brasileira do xaxado, Marinês.

Poucos sabem que a história da Bandeira brasileira tem um fato curioso. Ela foi inspirada nos ideais positivistas, que tinham como base a frase de Auguste Compte: “o amor como princípio, a ordem por base e o progresso por fim’. O primeiro desenho da bandeira tinha a palavra amor. E três grandes artistas do Brasil guardam esta versão, Xico Chaves, Jards Macalé e Bene Fonteles. A bandeira com a palavra amor foi mostrada na cerimônia para lembrar ao Brasil o sentido do amor como princípio.

Também foram transmitidas mensagens, vídeos e imagens para celebrar a união entre povos e nações pela força do esporte e da cultura. A projeção foi realizada no Museu Nacional da República, uma das obras mais reconhecidas do arquiteto Oscar Niemeyer e um dos maiores símbolos da capital federal, que foi a primeira cidade moderna a ser reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.

 Sobre Graça Machel
Machel iniciou sua militância política em Portugal, quando estudava filologia na Universidade de Lisboa. Lutou na guerrilha contra as tropas portuguesas em Moçambique, quando ainda era casada com Samora Machel, que tornou-se o primeiro presidente do país. Participou ativamente da reconstrução do país devastado pela guerra civil deflagrada no final dos anos 70. Foi ministra da Educação e Cultura por dez anos e recebeu diversos prêmios internacionais, inclusive a medalha    Nansen das Nações Unidas pelo estudo que coordenou sobre o Impacto dos Conflitos Armados na Infância. É uma das mais reconhecidas ativistas internacionais pelos direitos humanos.

 

11Na foto da esquerda para direita:Mãe Baiana representando a Fundação Cultural Palmares; Mãe Railda, yalorixá entre as mais antigas do Distrito Federal e Sra. Graça Machel.

Fonte: http://www.cultura.df.gov.br/        http://goo.gl/PJf1RX

 

Extraído do site institucional da Fundação Palmares / Brasília – DF
http://www.palmares.gov.br/?p=41778

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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