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Babalorixá Airzinho do Asé Pilão de Prata inicia herdeira do Asé Omin Oyn Ilé

Texto: Sérgio D´Giyan Fotos: Internet

  No último domingo (16), o Ilé Odò Ogè , mais conhecido como Asé Pilão de Prata, localizado na Boca do Rio, em Salvador – BA, liderado pelo babalorixá Air José celebrou a saída de mais um barco de iyawós, cuja dofona, é Jessica de Odé, filha carnal do babalorixá Jô de Osogiyan. Jessica é herdeira do Asé Omin Oiyn Ilé, localizado na Abolição, RJ, que descende do Asé Engenho Velho, de Miguel Couto, onde o sacerdote Jô de Osogiyan recebeu seu posto das mãos da saudosa Iyá Nitinha de Osun.
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Foto: internet

O Asé Pilão de Prata, da nação Ketu, foi criado em 1963, por seu babalorixá Air José, filho de sangue de Tertuliana Sowzer (Tìbusé), e filho-de-santo da sua tia Caetana Sowzer (Lajuomim), ambas filhas de Felisberto Sowzer (Oguntósi), que era filho de Julia Martins de Andrade (Sàngó Biyí), filha de Rodolfo Martins de Andrade (Bangboshê Obitikô). Iniciado por sua tia nos rituais do candomblé tornou-se o substituto do trono da família Bangbosé, dando continuidade a toda uma tradição.

"Eu sou filho de Oxaguiã, e o pilão é o símbolo de Oxaguiã, então por isso que o terreiro se chama Pilão de Prata", explicou Pai Air. "O Pilão de Prata teve origem na Casa Branca, porque meu tataravô foi um dos que ajudaram a fundar o Axé da Casa Branca, Bangbosé Obitikô, que veio junto com as tias Iyá Adetá, Iyá Nassó e Iyá Kalá. Então a origem vem da família, não sou ‘feito’ dentro da Casa Branca. Mãe Caetana foi feita lá, porém ajudou a Casa Branca em várias gerações. Várias Iyá que estão lá hoje foi Mãe Caetana que sentou e entronizou pela hierarquia familiar", trecho da entrevista de Pai Air extraído do "Estudo Etno-Histórico do Terreiro Pilão de Prata". Pai Airzinho, na ocasião, afirmou que a roça do Pilão de Prata, com a iniciação de Jessica, se torna agora extensão da casa de Pai Jô, assim como, a roça da Abolição passa a ser extensão de seu Asé. A Iyalorixá Débora de Osun, atual sacerdote do terreiro N. Sra. das Candeias, Asé Engenho Velho, localizado em Miguel Couto, RJ, aceitou o convite de Pai Airzinho para ser a mãe pequena de Jessica, surpresa, Mãe Débora prontamente acatou o chamado de Osoosi, e desempenhou sua missão com muita dedicação e carinho. Jessica de Oxoosi em breve será apontada como Iyalasé da casa de Pai Jô. O telefone para contato do asé é 21 2596-2621.   Nota da Redação: O Asé Pilão de Prata, assim como todas as casas descendentes dos asés Bangbosé e Engenho Velho, que seguem a tradição de cada casa matriz, não permite fotografar seus iniciados e seus orixás. O Jornal Awùre respeita todos os dogmas de cada asé, e, portanto, não registra esses momentos.  

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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