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Blitzes de evangélicos impõem uma sharia aos brasileiros

setembro 16, 2017

Integrante da polícia da religião

A sharia são leis que, com base no Corão, impõem regras de comportamento moral a muçulmanos.

No Brasil, militantes evangélicos, sob a inspiração da Bíblia, estão impondo sua sharia à sociedade.

Contra o que julgam ser ofensa à Bíblia, eles têm realizado blitzes, como se compusessem uma polícia religiosa, a exemplo do existe em países islâmicos.

Os fatos recentes são estes:

Um evangélico do MBL (Movimento Brasil Livre) fez uma blitz em uma exposição de arte “profana” em Porto Alegre e conseguiu fechá-la.

No Mato Grosso do Sul, deputados cristãos convenceram a Polícia Civil a apreender um quadro sob a acusação de que ele promove a pedofilia, embora tal obra de Alessandra Cunha Ropre seja um libelo contra o abuso sexual de crianças.

Em Jundiaí (SP), um juiz cancelou liminarmente a peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” a pedido de fundamentalistas cristãos porque, para eles, Jesus não pode ser representado por um transexual e mostrado como tal. A peça já tinha sido apresentada em outras cidades.

No Rio, traficantes evangélicos [um deles na foto acima] atacam terreiros de umbanda e candomblé, destruindo “imagens de Satanás”.

Nesse caso, a intolerância religiosa é acompanhada por ameaça à integridade física de quem não professa a mesma religião.

A imposição da sharia evangélica não está se dando de um dia para outro.

Trata-se de um processo complexo que ocorre há anos, em um crescendo.

Entre outras coisas, esse processo envolve um empobrecimento cultural, um retrocesso no respeito aos direitos humanos, a pregação de ódio por pastores, o recrudescimento do fanatismo religioso e o descaso das autoridades para com o Estado laico.

 

Extraído do blog do jornalista Paulo Lopes
http://www.paulopes.com.br/2017/09/blitzes-de-evangelicos-impoem-uma-sharia-aos-brasileiros.html#.WcQedMiGPIU

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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