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“Bomba” deixada em ônibus em Salvador era só um ebó

Biaggio Talento

 
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Passageiros de ônibus pensaram que possível oferenda para orixás fosse uma bomba
Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE
  A ameaça de um "atentado terrorista" terminou em galhofa, no início da tarde desta quinta, 12, na capital baiana, uma das cidades-sede da Copa do Mundo. Isso porque um pacote suspeito deixado dentro do ônibus da Viação Litoral Norte, que fazia a linha Ilha Amarela/ Pituba, provocou pânico nos passageiros que viajavam no veículo. Uma equipe do Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Estado foi chamada e desvendou o mistério. Não havia explosivo na caixa, mas um ebó (oferenda dedicada normalmente a algum orixá ou a outra entidade das religiões de matrizes africanas). O caso ocorreu por volta das 13h30 quando o ônibus parou num ponto da avenida Antonio Carlos Magalhães, uma das mais movimentadas de Salvador, próximo a uma loja da MacDonald´s. Um sujeito levou-se do banco onde estava para saltar. Nesse momento foi alertado que havia esquecido o pacote que levava no banco. O homem se assustou e saiu do ônibus correndo, provocando pânico entre os outros passageiros que pensaram tratar-se de uma bomba e também deixaram o veículo aos empurrões. Avisada do "problema", a polícia resolveu mandar uma equipe do COE para examinar o material. Isso foi feito com um aparelho portátil de raio x. O que se viu no interior do pacote foram charutos, pó de pemba e outros materiais usados na elaboração de "oferendas". O dono do pacote não foi identificado. Mas especulou-se que pode ter sido alguém que comprou o produto em uma das inúmeras casas de artigo de candomblé e umbanda existente na cidade ou algum entregador dessas casas levando encomenda para um cliente.  
Qui , 12/12/2013 às 14:39 | Atualizado em: 12/12/2013 às 16:07
Extraído do portal A Tarde: http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/materias/1555255-bomba-deixada-em-onibus-em-salvador-era-so-um-ebo

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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