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Bonecas de pano vão compor cenário de histórias sobre culturas afro-brasileira e indígena

Projeto também vai promover oficina para ensinar a fazer esses bonecos que vão contextualizar as lendas

13/05/2016 15h21

Simoneide Araújo – jornalista colaboradora

Bonecas feitas por maria José para contar histórias da cultura afro-brasileira Simoneide Araújo – jornalista colaboradora
Bonecas feitas por maria José para contar histórias da cultura afro-brasileira

A contadora de histórias e aluna do 4º período do curso de licenciatura em Dança da Universidade Federal de Alagoas, Maria José Santos Dias, vai ministrar oficina para confecção de bonecas de pano. Essa atividade será a base para contação de histórias sobre lendas afro-brasileiras e indígenas, como Iemanjá, da cultura afro, e Vitória Régia, da indígena.

A oficina será no próximo dia 16, das 13h às 16h30, no Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB). São 20 vagas ofertadas a pessoas maiores de 18 anos de idade; as inscrições são gratuitas e podem ser feitas no dia do evento, antes de os trabalhos serem iniciados. Maria José será a oficineira e trabalhará em parceria com a professoras Nadir Nobre, também diretora do MTB, que conduzirá a dramaturgia das lendas que serão contadas, e Andreia Almeida, da Escola Técnica de Artes (ETA), que dará suporte na criação do figurino das bonecas. Quem for participar deve levar agulha de costura e tesoura.

Maria José trabalha com contação de história e já confeccionava bonecas de pano na Associação Amigos de Piaçabuçu Olha o Chico, mas foi em 2014, quando ingressou na Ufal, que resolveu juntar as duas coisas. Ela decidiu associar as duas atividades que já realizava à Lei 11.645/2008, que inclui no currículo oficial da rede de ensino fundamental e médio, pública e privada, a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena.

“Quando ingressei no curso de Dança da Ufal, fiz a disciplina de gênero, coma professora Nadir Nóbrega, que também coordena o projeto de extensão Fórum mestre Zumba: um pensamento afro-ameríndio. Nesse fórum ministrei um oficina de bonecos de pano e foi, a partir daí que despertei a ideia de contra as lendas que envolvem a cultura afro-brasileira e indígena usando bonecas e bonecos de pano, vestidos de acordo as histórias contadas”, explicou Maria José.

Durante a oficina será trabalhada uma metodologia que seguirá uma abordagem sobre a importância das lendas na formação dos povos afro-ameríndios; destacará a origem da boneca de pano na cultura desses povos; será feita leitura das histórias que irão ser trabalhadas as personagens; além de fazer moldes das bonecas e bonecos de acordo com cada lenda. “Também vamos confeccionar esses bonecos e bonecas, confeccionar os figurinos dos personagens e e usá-los para dramatizar as lendas”, completou a oficineira.

 

 

Extraído do site institucional da Universidade Federal de Alagoas / Maceió – AL
http://www.ufal.edu.br/noticias/2016/5/bonecas-de-pano-vao-compor-cenario-de-historias-sobre-culturas-afro-brasileira-e-indigena

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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