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Cabelos afros transmitem estilo mas requerem cuidados especiais

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Houve um tempo em que cabelo crespo era sinônimo de trabalho para cuidar. Nos dias atuais o cabelo afro está cada vez mais associado ao glamour e autoafirmação. Por mais que a aparência dele seja forte, no entanto, a verdade é que ele tem um tipo de fio mais delicado e requer mais cuidados.

 
Tratar desse visual pode parecer uma tarefa árdua, mas é necessário para garantir um bom resultado. Por conta disso, a produtora de beleza, Adriana Galvão dá algumas dicas para se ter um cabelo afro saudável e de boa aparência. O alisamento, por exemplo, não é a única saída para o cabelo afro. “As palavras-chave desse tipo de fio são estrutura e peso. Com os produtos certos, conseguimos dar definição aos cachos e controlar o volume”, explica a produtora, e aconselha a evitar o máximo do uso de químicas, porque são produtos fortes que danificam o cabelo. “O correto é tentar usar o afro ao próprio favor, usando ele natural, tanto que seja bem cuidado”, acrescenta.

 

Em alguns casos, para quem tem escova definitiva e quer voltar ao estilo natural, o processo pode ser encarado de duas maneiras: cortarem o cabelo ou ir tratando a parte alisada.  “Se a pessoa fez uma escova definitiva tem que deixar crescer e ir cortando a parte alisada. Se fez progressiva poucas vezes, existe a possibilidade de só tratar e os cachos voltarem. Se só amaciou, pode tratar que os cachos voltam com facilidade”, explica.

 
Ainda segundo a especialista, é preciso investir em hidratação, bons produtos e muita dedicação. “O segredo é investir em hidratação semanal, com produtos de boa qualidade, específicos a esse tipo de cabelo, máscaras para tratamento, cremes e leave-in”, indica.
Leave-in é um creme para ser usado nos cabelos logo após a lavagem com xampu e o condicionador. Só que ele é diferente dos outros por que é sem enxágue, serve para condicionar os cabelos dando continuidade ao processo de limpeza e hidratação dos fios, sem precisar retirar o produto.
“Não adianta encher o cabelo de creme achando que isso vai fazer bem, ao contrário. O correto é aplicar depois da lavagem um produto que não precisa de enxágue depois, que é o caso do leave-in. Deve ser passado da raiz até as pontas e espalhar bem o produto para os fios ficarem leves, sem excesso”, relata.
Quando os cabelos estão molhados, a tendência é que as escamas fiquem abertas e nesse momento os cabelos podem absorver poeira, fumaça e sujeira, e com a ajuda do leave-in, as escamas se fecham como uma película protetora. O produto também protege contra o calor do secador ou da chapinha e ainda eliminam o frizz e o cabelo ‘armado’.

 
“Os benefícios do leave-in são ótimos, desde que tenha filtro solar como complemento. Eles deixam os cabelos mais hidratados, brilhosos e os fios ficam selados por muito mais tempo”, relata.

 
Lavar o cabelo todos os dias é outro fator que ela alerta. “Para manter um cabelo saudável, ele precisa ser lavado um dia sim outro não, pois o uso diário de xampu pode produzir danos à estrutura dos fios e torná-los quebradiços.”

 
A temperatura da água também é preocupante, pois se for elevada resseca a estrutura capilar, estimula o aumento da oleosidade e favorece a queda. Com isso, procurar lavar os fios com água morna é uma das garantias de um cabelo bem cuidado. É o que afirma a produtora e acrescenta que na hora de pentear também deve ter o devido cuidado. “Não deve se esquecer também que os cabelos crespos são sensíveis e frágeis, por isso devem ser penteados somente quando estiverem molhados ou úmidos, jamais secos”, afirma.
“O cabelo crespo ou cacheado sem processo químico não é difícil de cuidar. Existe uma ilusão de que o cabelo liso é mais fácil, mas não é, basta saber como lidar”, conclui.

 

 

 

Extraído do Jornal Umuarama Ilustrado, um jornal do noroeste do Paraná

 

www.ilustrado.com.br/jornal/ExibeNoticia.aspx?NotID=48991&Not=Cabelos%20afros%20transmitem%20estilo%20mas%20requerem%20cuidados%20especiais

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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