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Cais do Valongo busca reconhecimento da Unesco

Dossiê do patrimônio internacional começa a ser elaborado amanhã

 

POR SIMONE CANDIDA

Publicado há 22 horas – em 29 de setembro de 2014 » Atualizado às 16:28
 

2014-755541493-2014092879239.jpg_20140928RIO – Já declarado patrimônio carioca e nacional, o Cais do Valongo, na Zona Portuária, está prestes a obter mais um reconhecimento. Nesta terça-feira, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura começarão a elaborar o dossiê técnico para a candidatura do Cais do Valongo ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O primeiro passo ocorreu em janeiro, quando a proposta de candidatura foi aceita pela entidade. Revelado em 2011 durante as obras de revitalização da Zona Portuária, o Valongo tornou-se monumento emblemático da cultura negra no país. Lá desembarcaram mais de 500 mil negros escravizados, entre 1811 e 1843, vindos, em sua maioria, do Congo e de Angola.

O pedido de inclusão na lista da Unesco ocorre justamente no contexto das comemorações dos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro e da década do afrodescendente, instituída pela Assembleia Geral da ONU.

A candidatura faz parte de um processo de valorização e reconhecimento das origens africanas da cidade. O trabalho será acompanhado pelo Comitê Consultivo da Candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade, composto por membros de associações sociais e comunitárias, pesquisadores e representantes das três esferas de governo. A posse e a primeira reunião do comitê será nesta terça-feira, às 16h, no Palácio Gustavo Capanema, no Centro.

O Valongo foi declarado patrimônio nacional em novembro passado. Na ocasião, a Unesco considerou o local parte da chamada “Rota do Escravo”, projeto lançado pela instituição em 2006 para destacar o patrimônio material e imaterial relacionado ao tráfico de escravos no mundo. Construído para ser ponto de desembarque e comércio de escravos, em 1843 ele foi transformado no Cais da Imperatriz para receber Teresa Cristina, que se casaria com dom Pedro II. Em 1911, ele foi aterrado e deu lugar à Praça do Commercio.

Foto: Paula Giolito

Fonte: O Globo 

 

Extraído do Portal Geledes.org

Leia a matéria completa em: Cais do Valongo busca reconhecimento da Unesco – Geledés
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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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