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Cais do Valongo coloca Brasil em novo patamar de turismo cultural, dizem especialistas

 

Memória

Local recebeu mais de um milhão de africanos escravizados no Brasil e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco

Publicado: 16/08/2017 15h20Última modificação: 16/08/2017 15h20

 

 

Arquivo/Prefeitura do Rio de Janeiro Votação da Unesco que deu título de Patrimônio da Humanidade ao sítio arqueológico foi unânime. Votação da Unesco que deu título de Patrimônio da Humanidade ao sítio arqueológico foi unânime

Em julho deste ano, o Sítio Arqueológico do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ), foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O título representa o reconhecimento de um período marcante da história da humanidade.

O local, encoberto por outras obras do antigo porto, foi a principal porta de entrada de africanos escravizados no Brasil, e o reconhecimento como patrimônio, segundo especialistas, coloca o Brasil em um novo patamar no turismo cultural e étnico, além de valorizar a cultura e memória dos povos africanos no País.

De acordo com o coordenador-geral de produtos turísticos do Ministério do Turismo, Cristiano Borges, o Cais do Valongo é o 14º patrimônio cultural da humanidade no Brasil. Esse número, segundo ele, contribui para que o País se torne um produto turístico atraente para o visitante internacional.

“Além da importância de proteção do bem tombado, esse tombamento tem importância para o turismo cultural e para o turismo étnico”, afirma.

História e Cultura

A origem africana é um dos aspectos mais relevantes da história brasileira. Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (Neab/UnB), Glória Moura, o reconhecimento do Cais valoriza a cultura e resgata valores.

“Africanos escravizados tiveram uma contribuição inestimável para nossa história, não só na música e culinária, por exemplo, mas também no trabalho. O Cais do Valongo merecia esse reconhecimento, merece essa importância, para que a luta histórica dos afro-brasileiros neste País seja reconhecida. O Cais é um memorial da nossa identidade”, defende.

A candidatura do cais ao título de patrimônio da humanidade demonstra, inclusive, aos olhos dos outros países, a “coragem” de colocar o tema da escravidão em pauta, defende o diretor do Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marcelo Brito.

“O Brasil foi pioneiro e protagonista com relação a essa temática, a gente se orgulha muito de poder ter dado essa contribuição. O Cais do Valongo será referência para que outras nações apresentem propostas semelhantes para a lista dos patrimônios da humanidade”, afirma. 

Aterrado em 1911, o cais foi redescoberto um século depois, em 2011, durante as obras de revitalização da região do porto.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo, do Iphan e da Universidade de Brasília

Extraído do Portal Brasil / Brasília – DF
http://www.brasil.gov.br/cultura/2017/08/cais-do-valongo-coloca-brasil-em-novo-patamar-de-turismo-cultural-dizem-especialistas

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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