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Câmara de São Gonçalo debate intolerância religiosa

A sessão aconteceu ontem à tarde

    

Enviado Direto da Redação
30/08/2017 às 11:26h

 

Representantes de diferentes religiões fizeram parte da mesa principal da audiência na Câmara
Foto: Luiz Nicolella

Intolerância religiosa foi o tema da terceira audiência pública da Comissão de Raça, Cor, Etnia e Religião da Câmara de Vereadores de São Gonçalo. Presidida por Lucas Muniz (PMN), a sessão aconteceu, ontem à tarde, no plenário da Casa e contou com representantes de diferentes credos. Entre os tópicos levantados, os participantes discutiram o caso da estudante candomblecista, de 15 anos, que sofreu ofensas em uma escola estadual na Brasilândia, em São Gonçalo.

Na mesa principal da audiência, estavam: o pastor evangélico, André Ferrugem; a yalorixá e membro da Comabi, Mãe Vânia; o babalorixá e professor Josimar; representante da Codir, Gilmar Hugnes; o padre da Igreja Matriz de São Gonçalo, André Luís; e o coordenador da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Pedro Rebelo. A explicação do tema foi comandada pelo membro da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marcelo Vieira.

Para o presidente da sessão, o vereador Lucas Muniz, o encontro foi proveitoso para entender a realidade das religiões e debater quais medidas podem ser aplicadas no município para coibir a prática da intolerância. De acordo com o parlamentar, acima da crença, deve haver o respeito entre as comunidades.

“Se é intolerância racial ou religiosa, precisamos respeitar o outro. O caso mais recente, em uma escola na Brasilândia, local onde nasci e fui criado, foi um exemplo. Estive lá pessoalmente para conversar com a direção e acho importante o debate. Na audiência, são levantadas discussões que necessitam serem levadas para frente, com criação de leis e indicações legislativas”, explicou.

Alunos da escola, palco das ofensas contra a adolescente, estiveram presentes na audiência. Segundo o estudante do 2º ano do ensino médio, Alexsandro Menezes, de 17 anos, a troca de informações sobre as diversas religiões é fundamental para exercer o respeito e a tolerância entre as crenças. “Fico muito feliz de participar de uma audiência como essa, mas também muito triste. Triste por saber que, em 2017, a gente precise discutir um assunto, que não deveria mais existir. A intolerância é mais uma prova de que o ser humano precisa evoluir muito ainda”, declarou.

 

Extraído da versão digital do jornal O São Gonçalo / São Gonçalo – RJ
http://www.osaogoncalo.com.br/politica/27505/camara-de-sao-goncalo-debate-intolerancia-religiosa

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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