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Câmara dos Vereadores do Rio será palco de solenidade contra intolerância religiosa

A Solenidade Combatendo a Intolerância Religiosa na luta por Respeito aos signos dos Povos Tradicionais – Homenagem a Ancestralidade, será realizada no próximo dia 20 de Março de 2017, às 17h. na Câmara de Vereadores, Cinelândia,  Rio de Janeiro.

O projeto objetiva a realização de um evento político e cultural referente à divindade Yemonjá e que a data de celebração desta divindade, 02 de fevereiro, passe a constar no calendário oficial do município do Rio de Janeiro.

O objetivo é integrar e constituir um espaço para nossas manifestações sagradas e profanas valorizando a cultura negra através da arte.

A motivação inicial partiu da Associação de Pescadores APELABATA pelo ato vandalismo que a imagem desta divindade – situada no quebra mar do Posto 01 da Avenida do Pepê, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – sofreu após a realização da Procissão de Yemonjá pela passagem do centenário da Iyalorixa Regina Bamgbosé em 2012. Na ocasião a imagem, cultuada pelos homens do mar daquela região como uma protetora dos seus trabalhos e símbolo da relação destes com a natureza, foi completamente destruída. (Mais informações na matéria http://oglobo.globo.com/eu-reporter/vandalos-destroem-estatua-de-iemanja-na-praia-da-barra-4405546#ixzz2NdWlJc4L)

O grupo Ofarerê Comunicação Cultural/Movimento Afro Religioso RJ, que defende os signos da cultura negra, ofereceu apoio a APELABATA e juntos conseguiram  através do prêmio Ações Locais instalar no local uma imagem com 780 kg de concreto. Associa-se a esta homenagem a Subprefeitura de Barra e Jacarepaguá, Secretaria de Cultura e prefeitura do Rio de Janeiro, associação de Surfistas e comerciantes da localidade, pretendem contribuir para evitar que a nova imagem seja novamente alvo de vândalos ou intolerância religiosa. Para o alcance dos objetivos e divulgar a iniciativa, foi realizada a partir de  março de 2013 uma carreata da Praia da Macumba até o Posto 01 em protesto contra o vandalismo ocorrido naquela localidade. E em outra seara, até o presente momento manifestações culturais no Píer, assim como realizada uma pesquisa aprofundada sobre a divindade Yemonjá através das rodas de conversas nos terreiros de candomblé e umbanda na qual se definiu o entendimento coletivo da importância de Louvar a Rainha do Mar na Barra da Tijuca, por se tratar de uma conquista geográfica perante as manifestações culturais em consequência da discriminação racial nos nossos dias, o fortalecimento da luta em busca de políticas públicas (ações afirmativas) de reparação de desigualdades e resgate e apropriação dos valores ancestrais africanos, como forma de alcançar a dignidade e autoestima do povo negro e das religiões afro-brasileiras.

 

 As práticas de intolerância religiosa contra as tradições de matriz africana no Brasil são consequência da cultura racista que se estabelece em todo o território nacional.   As denúncias de agressões a terreiros de candomblé e casas de umbanda são frequentes na cidade do Rio de Janeiro, bem como são contundentes os ataques destinados aos símbolos sagrados dessas tradições.

A destruição da imagem de Yemonjá que ficava localizada no posto 1 da Avenida do Pepê, na Barra da Tijuca,  aponta para a urgência de ações que, em parceria com os órgãos públicos, estabeleçam políticas efetivas de combate a intolerância religiosa e ao racismo.

É com este objetivo que se propõe o grupo OFARERE E APELABATA, com uma densa programação que objetiva publicitar o contributo dos povos tradicionais para a manutenção e valorização das manifestações culturais do estado do Rio de Janeiro. Além disso, o reestabelecimento da imagem de Yemonjá significa uma reparação à comunidade pesqueira da Barra da Tijuca. Segue abaixo a programação completa do evento:

 

DIA 20/03 – 16h.  CINELÂNDIA XIRE A YEMONJÁ

                    17h. SEÇÃO SOLENE NA CÂMARA MUNICIPAL DO RJ.            

 

Fonte: Release Ofarere                     

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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