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Caminhada inicia série de atos contra a intolerância religiosa

Francisco Artur*

Qua , 15/11/2017 às 20:22 | Atualizado em: 15/11/2017 às 20:26

 

Povo de santo foram às ruas pelo fim da violência contra a mulher e contra as religiões de matrizes africanas. Mila Cordeiro l Ag. A TARDE

 

O relógio marcava 15h30 desta quarta-feira, 15, quando representantes dos terreiros de candomblé do bairro do Engenho Velho da Federação libertaram três pombas brancas, para dar início à 13ª Caminhada pelo Fim da Violência, da Intolerância Religiosa e Pela Paz.

Somente este ano, 49 casos de intolerância religiosa foram registrados na Bahia, de acordo com dados fornecidos pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Nelson Mandela, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi).

O ato, que contou com fogos de artifício, levou um trio elétrico pelas ruas do bairro e atraiu centenas de pessoas vestidas de branco, em homenagem a Oxalá.

Terreiros marcham contra a violência e a intolerância religiosa e pedem paz

Caminhada reúne comunidades religiosas do Engenho Velho da Federação

 

VESTIDOS DE BRANCO, OS PARTICIPANTES PERCORREM AS RUAS DO BAIRRO NESTA QUARTA-FEIRA, 15 | FOTO: MILA CORDEIRO L AG. A TARDE

Liberdade de crença

Com a temática da violência contra a mulher, a caminhada foi liderada pela ialorixá do Terreiro do Cobre, Valnizia de Ayrá. À frente do trio, ela bradou palavras de ordem contra a intolerância e o machismo.

“Nossa caminhada mantém a esperança na humanidade para construir um mundo melhor, onde as pessoas tenham liberdade para exercer seus direitos”, discursou a ilalorixá.

Pároco da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, o padre Lázaro Muniz destacou o engajamento das religiões no combate à intolerância de crença. “Todos têm a liberdade de viver sua respectiva fé”, defendeu, enquanto abraçava uma mãe de santo.

Programação

A caminhada desta quarta fez parte das realizações do Novembro Negro. Além do ato, o mês terá uma série eventos em homenagem ao líder quilombola Zumbi dos Palmares.

Na manhã de sábado, 18, tecidos brancos (ojás) serão amarrados nas árvores de vários pontos da cidade. Já no próximo dia 20, está programada a Marcha da Consciência Negra, no bairro do Campo Grande.

*Sob a supervisão da jornalista mariana carneiro

 

Extraído do site do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1912403-caminhada-inicia-serie-de-atos-contra-a-intolerancia-religiosa

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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