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Campanha eleitoral começa legalmente

 

Fernando Duarte | Dom, 06/07/2014 às 10:30 | Atualizado em: 06/07/2014 às 10:57

 

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Iracema Chequer | Ag. A TARDE – 1.7.2010

 

Como em todas as eleições, bandeiras ficam em riste para tentar convencer qual candidato é melhor

Sinal verde para a corrida eleitoral. Começa hoje o prazo legal para as campanhas, apesar do tema estar há algum tempo no noticiário. Com cartazes, carros de som e disposição, os candidatos buscam um objetivo: os votos de mais de 10 milhões de baianos.

“Temos um eufemismo ou uma hipocrisia que define os prazos para a campanha. Na verdade, ela já começou ano passado, com o prazo final para filiações”, afirma o cientista político Joviniano Neto.

Os partidos, todavia, simulam que a campanha começa a partir do prazo legal definido pela Justiça Eleitoral, 90 dias antes do pleito. E cada um adota uma estratégia definida pelos marqueteiros – figuras-chave na construção da imagem do candidato ideal.

Do PT vêm os sinais de como Rui Costa vai defender as bandeiras do governo Jaques Wagner. “No primeiro momento vai haver uma movimentação com lideranças e segmentos. Vamos voltar aos territórios e discutir como o Programa de Governo Participativo vai ser implantado”, aponta o presidente estadual, Everaldo Anunciação.

Para o dirigente estadual do DEM, José Carlos Aleluia, a campanha de Paulo Souto será construída aos poucos. “É uma campanha longa, mas de um candidato conhecido. Temos uma posição privilegiada”, sugere. Aleluia prega “serenidade” para evitar deslizes. “Não vai começar como se estivesse no fim”, garante.

Com menos alianças que os principais adversários, Lídice da Mata (PSB) vai apostar na discussão de projetos nos primeiros momentos da campanha. “Faremos o debate em cima de propostas, algo que fuja da política pela política. Pela independência que conquistamos do governo, podemos elogiar ou criticar, mesmo que através de propostas”, promete um dos coordenadores do programa socialista, Domingos Leonelli.

Aumenta o som

Antes da estreia do horário eleitoral gratuito, em 19 de agosto, os baianos serão bombardeados por outras formas de “fazer política”. Se na capital não faltarão cartazes e muros, no interior a guerra inclui carros de som, carreatas e caminhadas.

Na opinião do cientista político Joviniano Neto, essas estratégias servem para os candidatos “botarem a cara na rua”. “Depois das convenções, é um caminho progressivo. O horário eleitoral gratuito é mais um degrau, que funciona principalmente para os candidatos majoritários (governador e senador)”, avalia.

Tanto que os líderes políticos admitem que o corpo-a-corpo acontece prioritariamente para os candidatos a deputado federal e estadual. “Os carros de som ficam sob responsabilidade dos candidatos a deputado. A gente dá o apoio, mas eles que coordenam”, pontua Aleluia.

“Nesse momento da campanha, os eleitores querem ver a rede social que os candidatos estão inseridos. Seja um segmento ou mesmo numa candidatura  regional”, explica Joviniano. Para ele, “grande parte de quem vai ser eleito deputado está definido antes do horário eleitoral”.

E nessa rede social, vale tudo para conquistar a preferência. “O sonho de cada candidato a proporcional é que todos os candidatos da sua coligação sejam bem votados. Mas que sejam menos votados do que eles próprios”, brinca Joviniano.

 

Veja o que pode e não pode na campanha eleitoral

Não pode!

Brindes: Nada que possa levar uma vantagem material para o eleitor pode ser distribuído na campanha

Showmícios: Cantores ou profissionais de entretenimento são vetados nos eventos

Propaganda paga: Qualquer tipo de propaganda paga é vetada na internet

Outdoor: Mesmo abaixo de 4m², é proibido

Rádio: Entrevistas recorrentes ou abuso de meios de comunicação

Isso pode!

Carros de som: Alto-falantes e amplificadores podem ser utilizados entre 08h e 22h, inclusive no comitê do candidato ou sede do partido

Comícios: Precisam ser informados a autoridade policial com, no mínimo, 24h de antecedência

Site: É permitida a propaganda no site do candidato

Jornal: É permitida a divulgação paga de até 10 anúncios  por candidato

Cartazes: A propaganda visual permitida possui um limite de 4m²

Pinturas: Desde que não seja feita em ambientes públicos, como supermercados ou estabelecimentos comerciais, é liberada

Apoios: Celebridades podem gravar mensagens de apoio e sua veiculação não tem restrições

 

É possível denunciar?

Qualquer cidadão pode denunciar irregularidades. Basta registrar e enviar para o Ministério Público Eleitoral, pelo site www.preba.mpf.mp.br, ou pessoalmente.

 

Extraído do Portal A Tarde

http://atarde.uol.com.br/politica/eleicoes/noticias/campanha-eleitoral-comeca-legalmente-1603947

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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