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Candomblé: encenação teatral em Petrolina poetiza história de orixá

‘Exu, a Boca do Universo’ será encenada no dia 23 de março, às 20h.
Espetáculo será apresentado no Teatro Dona Amélia, no Sesc.

Do G1 Petrolina | 17/03/2015 11h21 – Atualizado em 17/03/2015 11h34

 

 

Cena do espetáculo 'Exu, a Boca do Universo' (Foto: Andréa Magnoni/Divulgação)
Cena do espetáculo ‘Exu, a Boca do Universo’ (Foto: Andréa Magnoni/Divulgação)

Exu é uma das principais figuras do candomblé, religião de matriz africana. Apesar de sua importância cultural, ao orixá foram atribuídas características negativas através dos séculos. Um espetáculo que será apresentado em Petrolina, no Sertão pernambucano, tem o objetivo de, além de desmistificar, fazer uma homenagem à entidade.

A peça ‘Exu, a Boca do Universo’ será encenada no dia 23 de março, às 20h, no Teatro Dona Amélia no Sesc Petrolina. De acordo com a diretora, Fernanda Júlia, um dos objetivos do grupo que monta o espetáculo, o Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA), é divulgar o candomblé através do teatro.

História de Exu é contada através da poesia, dança e música (Foto: Andréa Magnoni/Divulgação)
História de Exu é contada através da poesia, dança
e música (Foto: Andréa Magnoni/Divulgação)

“Resolvemos poetizar a história de Exu, contá-la através de um texto lírico-narrativo, junto com a força da música e da dança. O orixá tem muitas qualidades, mas escolhemos sete para apresentar particularidades que o público geralmente não conhece”, explicou a diretora.

Ainda de acordo com Fernanda, os aspectos de Exu apresentados ou mencionados na peça são: Yangui e Osetura, respectivamente, os indivíduos mais velho e mais novo; Bara, relacionado aos movimentos do corpo; Legba, qualidade relativa à sexualidade; Lonam, exu do caminho; Odará, representando a felicidade e a harmonia; e Enugbarijô que representa a comunicação. “A comunicação é característica que queremos mostrar mais, pois Exu é o mensageiro, ele liga todos os planos”, disse.

Outro diferencial da narrativa é que será contada a história de amor de Exu e Oxum. “Queremos mostrar que uma divindade que é tomada pelo amor não pode ser ruim”, afirmou a diretora. O espetáculo faz parte do Palco Giratório do Sesc e será apresentado em vários municípios do país durante o ano. “A gente tem tido uma felicidade muito grande de mostrar esse trabalho em outras cidades, de mostrar o quão bela é a história negra, a cultura dos nossos ancestrais”, concluiu Fernanda.

 

Extraído do Portal de Notícias G1 / Petrolina-PE
http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/03/candomble-encenacao-teatral-poetiza-historia-de-orixa-em-petrolina.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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