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Candomblé também se estuda online

 

Publicado em 19 de janeiro de 2017 por Inês Castilho

 

 

 

Coletivo DiJejê, que debate em especial papel das mulheres negras, oferece curso sobre as quatro nações da religião africana e suas contribuições à cultura brasileira

Por Pedro Borges
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Curso online: “A importância histórica do candomblé: um estudo sobre as quatro nações”
Inicio: 20 de Janeiro
Término: 19 de Fevereiro
Valor: 60,00
Vagas: 20 lugares
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Por meio de vídeos, leitura de textos, debates e outras atividades, o coletivo DiJejê oferece curso online sobre as quatro nações do Candomblé – Efons, Jejês, Yourubas, Bantus – e as suas respectivas contribuições para a cultura brasileira. Entre os temas abordados estão vestuário, alimentação, oralidade, expressões, hábitos, costumes e musicalidade. O curso vai de 20 de janeiro a 19 de fevereiro, na plataforma gratuita Moodle, e as inscrições podem ser feitas aqui até amanhã, 20 de janeiro.

Jaqueline Conceição, fundadora do Coletivo Dijejê e idealizadora do curso, destaca a importância de se debater o candomblé no país. “Essa é a religião criada em território nacional mais antiga que se tem notícia. Há a presença de referências europeias, indígenas, mas há uma supremacia da tradição africana. É importante discutir o Candomblé não só pelo viés religioso, preceitos e fundamentos, mas pela importância e pelo legado que ele traz para a sociedade brasileira”.

O Coletivo Di Jejê, especializado em debater o papel da mulher negra na sociedade, aponta durante o curso que ela tem papel central no Candomblé. “Não dá para falar de Candomblé sem falar de mulheres. No Brasil há grandes nomes, de duas líderes religiosas, a Mãe Stella de Oxóssi e Mãe Menininha de Gantois, dois nomes importantes para manter a memória negra, a resistência negra a partir da prática religiosa. São mulheres reconhecidas internacionalmente, e são dois legados vivos sobre a importância da mulher ocupar os seus espaços de origem, que é qualquer lugar onde ela quiser estar”, explica Jaqueline Conceição.

Bibliografia básica:
Verger, Pierre. Orixás.
Prandi, Reginaldo. A mitologia dos orixás
Candomblé: uma religião de corpo e alma
Santos, Maria Stella Azevedo. Meu tempo é agora.
Verger, Pierre. Lendas africanas dos orixás.
Santos, Edmar Ferreira. O poder dos candomblés.
Documentários:
Devoção
Mensageiro entre dois mundos
Na rota dos orixás
Exu: o guardião do saber
A cidade das mulheres
Filmes:
O jardim das folhas sagradas
Meninos de Areia
Tenda dos Milagres
Conteúdo:
Módulo I – Os efons
Módulo II – Os jejês
Módulo III – Os yorubas
Módulo IV- Os bantus
Módulo V – As mulheres no candomblé
Módulo VI – Para fora dos terreiros: das comidas ao sistema de organização social

 

Extraído do blog Outras Palavras / São Paulo – SP
http://outraspalavras.net/blog/2017/01/19/candomble-tambem-se-estuda-online/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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