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Canto de raiz

Seg, 15/06/2015 às 13:47 | Atualizado em: 15/06/2015 às 14:18

Cleidiana Ramos

A cantória Vércia tem influências do samba de raiz de Cachoeira e do candomblé. Fernando Vivas / Ag. A Tarde
A cantória Vércia tem influências do samba de raiz de Cachoeira e do candomblé.
Fernando Vivas / Ag. A Tarde

 

Quando adolescente, Vércia sonhava com tambores. Chegou a  tentar ser aceita na Banda Didá. Mas o pai, Roque de Bobosa, fez com que desistisse da percussão. A arte, no entanto,  ficou à espreita. Fã de Gal, volta e meia cantava pela casa e em apresentações para a família, até que a performance familiar, sempre elogiada, foi virando coisa séria.

Entre as aulas do mestrado em letras, na Ufba, assumiu de vez a música. Há três anos, lançou um EP homônimo, com repertório que deixa à mostra suas influências: o samba de raiz de Cachoeira, onde nasceu, e o candomblé – é neta de Ogã Bobosa, um dos líderes do Seja Hundé, o primeiro terreiro de tradição jeje, na Bahia, a ganhar reconhecimento como patrimônio do Iphan.

Além disso, em Salvador, morou  no bairro da Liberdade, o que “ampliou a capacidade de experimentação”. Entre as faixas do EP, Iansã,  música concorrente ao voto popular na última edição do Prêmio Caymmi. Se bem que Vércia é filha de Xangô, orixá da Justiça que rege os trovões. “Também tenho uma música dedicada a ele, mas Iansã é uma de suas esposas”, justifica, com uma gargalhada.

Recentemente, ela fez uma apresentação no Pelourinho, acompanhada da sua banda, a Muriquins, performance que espera repetir em breve em outro formato. “Agora, quero fazer  um show com mais tempo, pensado para um espaço como o teatro”, diz. Que rufem os tambores.

Para ouvir: https://soundcloud.com/verciampb

 

Extraído do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1688879-canto-de-raiz

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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