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Caravana da Cultura discute participação social e cultura afro

Estreitar relações com a sociedade e conhecer as principais demandas de artistas, gestores e produtores culturais baianos são alguns dos objetivos da Caravana da Cultura, realizada nesta segunda-feira (13) e terça-feira (14) em Salvador (BA). O ministro Juca Ferreira e outros representantes do Ministério da Cultura (MinC) participaram de ampla agenda voltada a temas como participação social, dança, patrimônio e cultura afro-brasileira.

 

14 de abril de 2015 – 9h24 

 

Janine Moraes O ministro visitou o terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, tombado em 1999 Iphan e foi recebido por mãe Stella de Oxóssi, de 89 anos, uma das responsáveis pelo tombamento do terreiro e importante líder dos povos de matriz africana no Brasil
Janine Moraes
O ministro visitou o terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, tombado em 1999 Iphan e foi recebido por mãe Stella de Oxóssi, de 89 anos, uma das responsáveis pelo tombamento do terreiro e importante líder dos povos de matriz africana no Brasil

O primeiro dia de evento começou com a segunda edição dos Diálogos em Rede, roda de conversa que busca discutir formas de ampliar a participação social no âmbito do MinC. O evento contou com a participação dos secretários de Articulação Institucional, Vinícius Wu, de Fomento e Incentivo à Cultura, Carlos Paiva, e do Audiovisual, Pola Ribeiro, além dos professores Wilson Gomes e Ernani Coelho Neto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da coordenadora pedagógica do Ponto de Cultura Bankoma, Eliana Sousa, e de Maria Fulgência, do Ponto de Cultura Odu Odara.

Durante o almoço, o ministro Juca Ferreira reuniu-se com o governador da Bahia, Rui Costa, e o secretário de Cultura, Jorge Portugal. Na pauta, a criação da Bahia Filmes, empresa que canalizará e captará recursos, dentro e fora do país, para o fomento do audiovisual baiano. A proposta, que está em análise na Casa Civil do estado, foi apresentada pela Associação de Produtores e Cineastas da Bahia, tendo como referências a SPFilmes e a Rio Filmes.

“A criação da Bahia Filmes abre a oportunidade de se fazer um investimento concentrado para o desenvolvimento do audiovisual aqui no estado”, afirmou Juca Ferreira. “Para cada real investido pelo governo baiano, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) pode investir o dobro”, adiantou o ministro.

A Caravana da Cultura também visitou o terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, tombado em 1999 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O ministro Juca Ferreira e equipe foram recebidos por mãe Stella de Oxóssi, de 89 anos, uma das responsáveis pelo tombamento do terreiro e importante líder dos povos de matriz africana no Brasil.

No terreiro, Juca conheceu projeto criado por Mãe Stella – um ônibus com biblioteca itinerante. “Sem as letras, a leitura, nada funciona. Essa biblioteca é uma maravilha, pois leva os livros a muita gente aqui que não tem costume de ler”, destacou a ialorixá. “Estou muito contente com essa visita. Afinal, quem não precisa da cultura? E, do mesmo modo, a cultura também precisa do axé. Sem os bons pensamentos, as boas intenções e as bênçãos dos orixás, nada feito”, disse Mãe Stella.

Rede de museus de cultura afro

Na sequência, a equipe do MinC esteve no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), localizado no centro histórico de Salvador. A instituição, que tem como objetivo promover a pesquisa, a preservação, a difusão e a fruição do patrimônio cultural dos afrodescendentes, será futuramente integrada ao Sistema Brasileiro de Museus, coordenado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

“Temos hoje 17 museus afro no Brasil. É um conjunto que vale a pena ser trabalhado de forma integrada, em uma rede com um sistema não hierárquico”, observou o presidente do Ibram, Carlos Brandão. “Nossa ideia é que os museus façam adesão a essa rede de forma voluntária”, acrescentou.

O ministro Juca Ferreira destacou a relevância da criação de uma rede de museus afro. “A contribuição dos povos de matriz africana para o Brasil é permanente. Isso precisa ser celebrado”, afirmou. “Ter um museu do gênero no estado é muito importante, porque sem essa narrativa a Bahia fica superficial. Esse museu e outras iniciativas têm a função de dissolver o balneário que nos transformaram”, completou Juca, que é baiano de Salvador.

O presidente da Associação dos Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), José Carlos Capinam, observou que a visita do ministro Juca Ferreira demonstra compromisso do MinC com a ampliação dos trabalhos do Muncab. “Queremos finalizar a nova etapa do museu até as Olimpíadas (de 2016). Nossa intenção, informada ao ministro, é que as obras entrem no PAC Cidades Históricas e que o museu seja federalizado”.

Fonte: MinC

 

Extraído do Portal Vermelho.org.br
http://www.vermelho.org.br/noticia/262212-11

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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