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Carnaval: Grupo E: Nação Insulana divulga sinopse de 2016


Redação SRZD | 17/09/2015 11h36

 

O G.R.E.S. Nação Insulana, agremiação recém-fundada da Ilha do Governador e que será a sexta escola a desfilar pelo Grupo E no Carnaval 2016, divulgou a sinopse do enredo. De autoria do carnavalesco Manoel Junior e do historiador Luiz Antônio Simas, a escola, que tem as cores verde, amarelo, azul e branco, apresentará o tema “Na reação, surge uma grande nação”.

Segue o texto:

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TEMA: NA REAÇÃO SURGE UMA GRANDE NAÇÃO
Criação de Manoel Junior e Desenvolvido por Luiz Antônio Simas

JUSTIFICATIVA
A capacidade de reagir diante de adversidades é uma característica que acompanha o ser humano ao longo da História. A possibilidade de renascer das cinzas, refazer uma trajetória, recriar a vida, instaurar a alegria onde havia tristeza, sorrir depois de tempestades, sintetiza a capacidade que a humanidade tem de resistir às adversidades e construir novos horizontes.

OBJETIVO

Nosso enredo contará a trajetória de uma águia poderosa; ave admirada por sua força e capacidade de alçar voos surpreendentes. É por isso que ela, a águia, se transformou em símbolo de altivez e está presente no brasão de tantas nações.

PRIMEIRO SETOR – A REAÇÃO

Contaremos a lenda de uma águia que, depois de voar durante muito tempo, sentiu-se cansada, avistou uma ILHA e pousou. A águia reparou que as pessoas ali buscavam encontrar uma maneira de restaurar a alegria que um dia existiu e foi perdida, diante de um tempo de tempestades que ameaçou destruir tudo aquilo que elas mais amavam.

Ao ver a reação das pessoas empenhadas em ultrapassar as adversidades, a ave percebeu que ela também precisava se transformar, superar o cansaço e readquirir a capacidade de voar mais alto. A águia reparou, também, que a transformação só viria a partir dela mesma.

SEGUNDO SETOR – A FÉ NA TRANSFORMAÇÃO

Diante disso, começou a se sacrificar ao cair da noite, arrancando as próprias penas, mutilando suas garras desgastadas e seu bico rachado pelo tempo. Ao ver o sacrifício da águia, Exu, o mensageiro que a tudo presencia, chamou um orixá cultuado pelo povo daquela ilha, Oxalá, para que ele começasse a cuidar da ave, dando-lhe a paciência e a força para fazer a transformação necessária. Com ele veio Nanã, senhora que conhece os segredos da vida, da morte e do renascimento. Nanã, mãe de Omolu, o deus da doença e da cura, acalentou a águia com seu canto sereno, enquanto a lua no céu bordava de claridades a noite escura.

Outros orixás vieram também para dotar a águia de energia – o axé – para a grande transformação: Iemanjá deu a ela o poder de atravessar seus mares salgados, Ogum a dotou da energia para enfrentar grandes batalhas e Oxum veio lhe ensinar o poder da sedução. Oxossi ensinou a astúcia dos caçadores e Iansã mostrou a ela como domar as ventanias. Xangô lhe ensinou a dominar o fogo e a ter senso de justiça. Ossain falou do mistério das folhas que curam. Orunmilá – o sábio – leu nos búzios que ela teria um grande futuro.

TERCEIRO SETOR – RENASCIMENTO

Acalentada e dotada do axé dos orixás, a águia renasceu naquela noite. Quando o dia raiou, com novas penas, garras afiadas e asas vigorosas, ela alçou voo. O povo da Ilha, que assistiu o sacrifício e o renascimento da grande ave, cantou, dançou feliz, tocou tambores para os orixás e prometeu celebrar sempre o poder da vida. A alegria estava de volta.

A águia cumpriu assim uma trajetória como a da FÊNIX, o pássaro sagrado de antigas civilizações que, quando morria, entrava em autocombustão, para renascer vigoroso a partir de suas próprias cinzas. Era uma FÊNIX insulana que levantava voo para ganhar o mundo.

QUARTO SETOR – UMA GRANDE NAÇÃO

E a águia voou renovada, levando no bico uma nova bandeira – verde, amarela, azul e branca. É ela – a águia que renasceu na ILHA – que simboliza a trajetória de lutas do grupo REAGE BOI. Do que restou da antiga paixão, sempre louvada, ergue-se a possibilidade de se restaurar a dignidade, a alegria e a fé na capacidade que temos de “renascer das cinzas” para sambar, cantar e preencher o vazio com grandes conquistas.

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Extraído do Blog do Jornalista Sidney Rezende
http://www.sidneyrezende.com/noticia/254931+grupo+e+nacao+insulana+divulga+sinopse+de+2016

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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