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Casa de Pai Bobó está próxima de se tornar Centro de Memória

Documentos da Casa de Pai Bobó, uma roça de candomblé, estão sendo organizados

SIMONE QUEIRÓS

03/10/2015 – 09:49 – Atualizado em 03/10/2015 – 10:48

 

 

Projeto ainda está em andamento
Projeto ainda está em andamento

Considerada a primeira roça de candomblé ketu do Estado de São Paulo, a Casa de Pai Bobó, como era conhecido o pai de santo José Bispo dos Santos, está mais perto de se tornar um Centro de Memória Viva.

Localizado no Pae Cará, em Vicente de Carvalho, o Ilê Oyá Mesan Orun, que no idioma iorubá quer dizer Casa de Iansã, está em processo de formalização jurídica.

“Essa é a segunda etapa para a concretização do centro de memória. A entidade precisa estar juridicamente organizada para que a parceria seja estabelecida, conforme determina a Lei 13.019 (que estabelece o regime jurídico das parcerias voluntárias)”, afirma o secretário de Cultura de Guarujá, Odair Dias Filho.

A primeira fase já foi concluída. O historiador Ricardo Ramos Rugai foi contratado em outubro do ano passado pela Prefeitura para elaborar o projeto básico do futuro centro. Ele mapeou o conjunto de fontes históricas que constituirão o acervo e definiu as plataformas de interação com o público.

Paralelamente, a Casa de Pai Bobó ganhará outro status ainda neste ano. Por sua importância histórica, o terreiro fará parte do roteiro turístico da Cidade. “Tive uma recente reunião com a secretária Maria Eunice (Ribeiro Leão Grötzinger, titular de Turismo) para tratar do assunto. Estamos para fechar os detalhes”, afirma Dias.

O terreiro de candomblé ketu de Vicente de Carvalho é considerado o mais antigo do Estado e ainda funciona. “No mês passado, houve a festa de Iansã, e vieram mais de 500 pessoas, inclusive de outros estados, entre elas várias autoridades”, afirma Luís Carlos da Costa, cujo nome espiritual é Ogan Luís Obá Lode.

Ao lado da líder religiosa Mãe Clarinha de Iansã, Luís é um dos guardiões da casa. Ele se diz satisfeito com o andamento do projeto e ficou feliz ao saber que a casa entrará no roteiro turístico da Cidade. “Foi uma briga muito grande para conquistarmos nosso espaço.

Agradeço a todos os filhos, netos e bisnetos espirituais de Pai Bobó, pois só uma andorinha não faz verão”.

Início

Pai Bobó foi iniciado na religião aos 4 anos de idade pela iyalorixá Cotinha de Ewá, da conhecida Casa de Oxumaré, na Bahia. Ele deixou Salvador em 1950 e se estabeleceu por alguns anos no Rio de Janeiro, até vir para São Paulo.

Os atabaques que bateram o primeiro candomblé do Estado foram presente de Pai Baiano (Waldemiro de Xangô), que fundou um importante terreiro no Rio de Janeiro na década de 1940.

 

Extraído do site do Jornal A Tribuna / Salvador – BA
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/casa-de-pai-bobo-esta-proximo-de-se-tornar-centro-de-memoria/?cHash=63204f30ed4f5ea81196a8c7998a36e6

 

 

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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