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Casas de matriz africana realizam atos no fim de semana em Maceió

 

06/01/2017 13:43

 

Alagoas24horas/Arquivo

Fiéis fazem a lavagem da Igreja do Senhor do Bonfim
Fiéis fazem a lavagem da Igreja do Senhor do Bonfim

O fim de semana em Maceió contará com manifestações da cultura afro e ações contra a intolerância às casas de matriz africana. Neste sábado, 7 de janeiro, a entidade religiosa Ilé Nife Omi Omo Posú Betá realiza do “Dia das Flores”, na praça Ganga Zumba, em Cruz das Almas, a partir das 16h. No domingo, 8, haverá a tradicional lavagem do pátio da Igreja do Senhor do Bonfim, às 15h, no bairro do Poço.

De acordo com os organizadores do “Dia das Flores”, a ação é uma homenagem a Ganga Zumba, “homem guerreiro e defensor da negritude” e deve resultar na lavagem da escultura construída em homenagem a ele na praça que leva o mesmo nome. O evento está programado para acontecer das 4 da tarde às 8h da noite.

“Será um grande momento de fé, amor e devoção, com rituais sagrados, momentos de apresentações dos terreiros e lavagem da estátua de Ganga Zumba”, informa a yalorixá Mãe Miriam.

No domingo, 8, religiosos e simpatizantes das religiões de matriz africana farão a tradicional lavagem do pátio da Igreja Senhor do Bonfim, no Poço. A celebração, que é realizada há 16 anos, deve reunir dezenas de participantes vestidos com roupas brancas, carregados com potes com água de cheiro e flores, para a limpeza do local.

Antes, porém, conforme a organização do evento, o cortejo deve sair da rua São João, no bairro do Jacintinho, entoando cânticos para Oxalá e portando faixas contra a intolerância religiosa. Após a lavagem, o cortejo deve se dirigir até a Casa de Iemanjá, no bairro Ponta da Terra.

Ainda segundo os organizadores, a manifestação religiosa deve contar com a participação efetiva de diversas casas de axé da capital e do interior com caravanas vindas de municípios como Atalaia, Cajueiro, Marechal Deodoro e Coruripe.

Como atrações artísticas do cortejo constam a participação de diversos grupos, a exemplo do Afoxé Omin Morewá, Afoxé Ofá Omin, Grupo Ara Funfun Omangerê, Banda Afro Afoxé, Banda Afro Zumbi, Maracatu Raízes da Tradição, Coletivo Afro Caeté e o Afoxé Odô Iyá.

Fonte: FMAC

 

Extraído do site de notícias Alagoas 24hs / Maceió – AL
http://www.alagoas24horas.com.br/1026115/casas-de-matriz-africana-realizam-atos-fim-de-semana-em-maceio/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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