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CCIR entrega ofício contra o uso do termo Acarajé em operação da Lava-jato

Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2016 Foto: internet Leia abaixo a íntegra do ofício encaminhado à Secretaria de Segurança Pública, à Polícia Federal e ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.   OFÍCIO CCIR/SEC. 001/2016   A Secretaria Nacional de Segurança Pública A Polícia Federal – Operação Lava Jato Ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos Fundação Palmares   O 23° balanço da Operação Lava Jato tem o "pseudo"nome de Acarajé.   Tentando ser uma criativa alusão às iniciativas em Salvador e Camaçari, comete, uma ofensa religiosa. O acarajé, antes de ser alimento tombado por Registro do IPHAN é alimento sagrado dedicado a Oyá, ou Iansã, Voduncis e Orixás. Não gostaríamos de estender o argumento para o fato de que usos assim não ocorreriam com: crucifixos, hóstias, vinho para ceia ou mesmo a Bíblia. Mas é a esse nível de equiparação sacra que estamos nosremetendo. Assimilar essa expressão sacra ao crime, e especialmente à corrupção, ofende as religiões e religiosos de Matriz Africana. Cidadãos, indivíduos, no afã da comunicação criativa poderiam errar, pedir desculpas, recuarem reconhecendo sua má criação intolerante e insensível - seria um caso da vida  privada. Ao Estado e seus entes não é permitido cometer tais erros, sob pena de retratar-se publicamente com os ofendidos e reparar com gestos de Estado o ocorrido. Assim sendo a CCIR- Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, oficia esse Órgão e outros entes da administração pública executiva federal para que tomem as medidas urgentes de correção.   Atenciosamente, Prof. Babalawo Ivanir dos Santos. Interlocutor da CCIR       CCIR- Comissão de Combate a Intolerância Religiosa Rua Sampaio Ferraz, 29 Estácio – CEP 20.250-040 Rio de Janeiro.  
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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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